Doutrina Patrística
Obra de Rebrandt - cerca do ano 1627 Museu de Artes Stuttgart - Alemanha
Teve inicio do século I com os apóstolos São Joao e São Paulo, considerados os mais cultos e dedicados com as atividades que exerciam, com grande desempenho e inteligência.
Assim, as Epistolas de São Paulo e o Evangelho de São Joao são os primeiros escritos a surgir e logo os primeiros Padres ou Pais da Igreja surgem para harmonizar a nova religião ( Cristianismo ) utilizando a técnica do pensamento filosófico dos gregos e romanos, sendo este o único meio possível para dirigir a verdade revelada e convencer os pagãos e traze-los para a nova crença religiosa.
Então a Filosofia Patristica tem como meta a evangelização e a defesa da Religiao Cristã contra a batalha teórica e moral engajada pelos seus adversários pagãos.
A corrente da Filosofia Patristica vem ocorrer em duas frentes na Igreja Cristã:
- Grega: que tem inicio com a Igreja de Bizâncio fundada por Santo André, onde a pequena cidade de Bizâncio e transformada na capital do Império Romano conhecida por Constantinopla, dando origem as futura Igrejas Orientais.
- São Atanásio de Alexandria
- São Gregório de Nazianzo
- Basil de Cesárea
- São João Chrisostomo
- Latina: que esta diretamente conectada a Igreja de Roma, de onde vem as Igrejas Ocidentais:
- Santo Ambrósio
- São Jerome
- Santo Agostinho de Hipona
- São Gregorio Magno
Os principais Padres Patrística são:
Os principais Padres Patristico são:
- a ideia da criação do mundo;
- toda criação é obra de Deus;
- o pecado original;
- a trindade divina una;
- encarnação e morte de Deus;
- fim dos tempos e juízo final;
- ressureição dos mortos;
- Deus pura perfeição e bondade;
- e outras.
Os Padres Patrísticas da Igreja introduzem a verdades reveladas por Deus (Bíblia e Santos) como decretos divinos, que são inquestionáveis e incontestáveis, ocasionando então, uma separação desconhecida entre os antigos sobre a verdade conhecida e a revelada, corpo ( matéria ) e alma ( espirito ). Onde o universo tem uma hierarquia entre os seres superiores que dominam e governam os inferiores:
- Deus;
- Arcanjos, anjos, alma, corpo, animais, vegetais e minerais; e,
- subordinação do poder temporal: Reis e Barões ao poder espiritual de Papas e Bispos.
A qualidade marcante da Patrística foi expor as ideias ( pensamentos) em tese e estas deveriam ser disputadas ( defendidas ou refutadas ) com argumentos tirados da Bíblia. Assim, a tese seria verdadeira ou falsa dependendo da qualidade dos argumentos apresentados pelos vários autores. Sendo assim, o pensamento ficaria subordinado ao principio da autoridade baseada nos argumentos de uma autoridade reconhecida ( Bíblia, Platão, Aristóteles, Papa, Santo ) .
Obra Pintor Espanhol desconhecido seculo XII Museu do Prado - Espanha
Filosofia Patrística
A Patrística desenvolveu no período dos primeiros Padres da Igreja, sobretudo durante os primeiros cinco séculos, onde ocorre o encontro do pensamento pagão antigo com a verdade revelada pelos cristãos. Período em que os intelectuais cristãos tinham a percepção de estarem entre dois mundos diferentes, mas não opostos, onde existia a presença da antiga filosofia helenista bem como a fé do Cristianismo que trazia vinculo do Judaísmo. Com isso, a Filosofia Patrística da inicio abrangendo as reflexões extraídas na literatura greco-romana, onde os escrito teológicos dos primeiros Padres da igreja mostram os conceitos oriundos dessa reflexão greco-romana.
O uso inicial deste método por cristãos renomados causa uma subsequente sanção na discussão e elaboração filosófica do pensamento cristão. Pois, o pensamento cristão primitivo tem origem judaica e helenista, sendo necessária uma definição inicial, quanto aos pensamentos cristãos devido tradição judaico-helenista.
O Cristianismo durante o século II, já passa a possuir temas definidos e distintos associados à natureza e a missão de Jesus. O que ocasiona o agregamento de muitos convertidos, principalmente entre os gentios, onde alguns novos membros tinham formação acadêmica, que incluía filosofia, fato que veio a reforçar a minoria religiosa cristã, contra a hostilidade frente às questões culturais e legais. Então a defesa da Teologia Cristã é iniciada, dando origem aos Apologistas Cristãos, que durou ao longo dos séculos II e III.
Já durante o inicio do século IV o Cristianismo passa a desfrutar de certa tolerância, dando oportunidade a Teologia Cristã meios de articular e assimilar os princípios da Fé Cristã, recuperando e fazendo a união das ideias familiares para formação escolar e a agregar os novos conceitos desconhecidos que foram defendidos com rigor valorizado dentro da cultura greco-romana.
Já durante o século V, o Imperador Romano Constantino torna o Cristianismo uma religião licita, fazendo com que a atividade filosófica cristã expandisse grandemente e com o apoio Imperial passa a ter um estatuto religioso de maioria dentro do Império Romano.
A partir deste período a sofisticação do pensamento cristão desenvolveu significativamente, principalmente devido ao surgimento do Neoplatonismo. O que abordou questões filosóficas e religiosas, movimento que incluiu vários dos melhores filósofos ativos, desde o período de Platão e Aristóteles. Logo em seguida a Filosofia Patrística indica o verdadeiro sentido do pensamento cristão através de São Agostinho e o Filosofo Neoplatonista Dionísio, estabelecendo os fundamentos conceituais e a salvaguarda oficial para a escolástica, da Igreja Ocidental e Oriental.