Introdução
Obra do Pintor Italiano Giovanni Girolamo Savoldo - 1542
A Angelologia ou Angeologia na Igreja Católica foi elaborada e apresentada pelos Pais da Igreja, com exceção de Orígenes de Alexandria, que não demostrou interesse. Os Pais da Igreja direcionou os estudos a natureza dos anjos, sua existência, missões e sua cooperação no plano de salvação de Deus.
Assim, são fundamentados os estudos e desenvolvidas as doutrinas angélicas pelos Pais da Igreja. Neste estudo os anjos são apresentados como seres criados para servir a Deus e serem os Seus mensageiros, agir como protetores e guias para os seres humanos no caminho da santidade. Portando, a existência dos anjos passa a ser uma verdade de fé e são descritos como espíritos não corporais, obedientes à vontade divinas e atuado na vida de cada pessoa (anjo da guarda).
Consequentemente, surge o aspecto de um mundo invisível criado por Deus, com a existência de puros espíritos: Anjos imaculados, livres e de níveis superiores aos do homem. Aqui, surge o aspecto entre os anjos fieis e infiéis no cumprimento da vontade divina, aparecendo os chamados anjos caídos (desobedientes) e que atuam ativamente contra a obra e plano de Deus.
O Pai da Igreja e Doutor Santo Agostinho, por meio de seus estudos filosoficos e teologicos, desenvolve suas doutrinas de angelologia no século IV e fundamentou o alicerce da Angelologia na Igreja Católica Ocidental, destacando os principais pontos de seus estudos:
- Seres Criados e Imortais;
São seres espirituais, puros e incorpóreos, criados por Deus. - Natureza e função;
Conforme sua participação na ordem divina, sua capacidade de compreender e usufruir de Deus pela inteligência, vontade e memoria. - o livre arbítrio angélico;
Assim como os humanos, os anjos possuem livre-arbítrio, o que lhes permite escolher servir a Deus ou rebelar-se. - Cidade de Deus
Cria a noção de duas existências (cidades): Oferece uma análise profunda na humanidade, delineada entre as existências da "cidade celestial" (representada pelos fieis) e a "cidade terrena" (os infiéis). Abordando a providência divina, a salvação humana e a natureza de Deus. - destino eterno;
Mostra a escolha feita pelos anjos e seu destino eterno para os fieis e os infiéis que irão para serem exilados para sempre pela desobediência. - oposição entre anjos bons e maus;
Criou as bases para o entendimento entre os anjos fieis (bons), a serviço de Deus e os infiéis (maus) que são contra a ordem divina. - fundamentos da angelologia
São as reflexões agostinianas que estabeleceram a formação da angelologia na Igreja ocidental e define os pilares para os teólogos posteriores.
Também, ocorre o desenvolvimento de uma hierarquia angélica e mais influente foi à proposta pelo Teologo Cristão Pseudo-Dionisio e São Tomas de Aquina no século V ou VI. Neste esquema existem três hierarquias e desenvolvido nos estudos do canone biblico.
Efésios 1:21-23
21.acima de todo principado, potestade, virtude, dominação e de todo nome que possa haver neste mundo como no futuro. 22.E sujeitou a seus pés todas as coisas, e o constituiu chefe supremo da Igreja, 23.que é o seu corpo, o receptáculo daquele que enche todas as coisas sob todos os aspectos.
Colossenses 1:16.
Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as criaturas visíveis e as invisíveis. Tronos, dominações, principados, potestades: tudo foi criado por ele e para ele.
Dionísio descreveu nove níveis de seres espirituais, que ele agrupou em três ordens:
Ícone da Igreja Ortodoxa com 9 niveis
- Ordens superiores
- Serafins
- Querubins (Chayot)
- Tronos (Ophanim, Erelim)
- Ordens intermediárias
- Domínios (Hashmallim)
- Virtudes (Malakim, Tarshishim)
- Poderes
- Ordens inferiores
- Principados
- Arcanjos e
- Anjos