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Pais ou Padres da Igreja


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Os primeiros
Pais Apostolicos da Igreja
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O titulo Pai da Igreja veio a ser uma designação inicialmente reservada aos Bispos e posteriormente atribuída a outras autoridades eclesiásticas, termo que séculos mais tarde vem a ser confirmado e sacralizado pelos escritores eclesiásticos.

Padres da Igreja ou Pais Apostólicos ou Pais da Igreja é uma atribuição dada aos primeiros Teólogos da Igreja Católica Apostólica Romana, onde os critérios de elegibilidade para esta designação são:

A autoridade dos Padres da Igreja tem seu fundamento no principio admitido pela Igreja em considerar a Tradição Apostólica uma fonte de Fé. Assim, de forma geral esses escritos são intensamente pastorais na Igreja Ocidental de origem romana e com poucas preocupações teológicas. Enquanto na Igreja Oriental vem da origem Grega (Helenismo) e trabalha em desenvolver a razão filosófica. Nesse período surgem às ideias contrarias a doutrina cristã desenvolvidas na comunidade grega e romana ( Paganismo ), fazendo emergir heresias entre os próprios cristãos.

Os Pais da Igreja passam a escrever para justificar sua obediência ao Império Romano e combater as ideias contrarias a fé cristã, em especial ao movimento Gnóstico que acreditava que o mundo material foi criado, mas viam a divindade criadora como imperfeita. Uma vasta produção literária foi produzida pelos Pais da Igreja, cuja principal característica era a defesa da fé contra os pagãos e hereges, além da expansão do Cristianismo com escritos baseados na filosofia grega, principalmente nas ideias de Platão no que se refere ao modo de argumentar e explicar o mundo usando a lógica. Assim, os Padres da Igreja primitiva tentam conciliar a nova religião ( Cristianismo ) com o pensamento grego e romano, para possível conversão pagã a nova verdade, dando inicio a Filosofia Patrística a tarefa religiosa da evangelização e a defesa contra os ataques teóricos e morais dos hereges e pagãos.

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Os Quatro Pais da Igreja Latina
Obra de Francken Frans II - Ano 1581 Antuerpia - Belgica
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Os Pais da Igreja introduziram ideias desconhecidas para os filósofos greco-romanos, como: criação do mundo, pecado original, Deus a Trinidade Una, encarnação e morte de Deus, juízo final, etc. e também explicou como o mal pode existir no mundo, uma vez que tudo foi criado por Deus, que é pura perfeição e bondade. Essas ideias cristãs foram transformadas pelos Pais da Igreja em verdades reveladas por Deus ( Bíblia e Santos ) e por serem decretos divinos, seriam dogmas, irrefutáveis e inquestionáveis. Então surge a distinção desconhecida pelos antigos, entre as verdades reveladas ou da fé e a separação entre corpo ( matéria ) e alma ( espirito ). O Universo como uma hierarquia de seres, onde os superiores dominam e governam os inferiores ( Deus, arcanjos, anjos, alma, corpo, animais, vegetais, minerais ), a subordinação do poder temporal dos reis e barões ao poder espiritual de papas e bispos.

A Filosofia Patrística tem origem no período pos-apostolico com as Epistolas de São Paulo e o Evangelho de São João e termina na Igreja do Ocidente no ano 636 e na Igreja Oriental no ano 749. Podemos dividir os Pais da Igreja em três grandes grupos:

Pais da Igreja foram teólogos, professores, mestres influentes e em sua maioria importantes Bispos da Igreja Cristã primitiva, cujos trabalhos acadêmicos foram utilizados e aplicados em seus princípios doutrinários nos séculos seguintes, mesmo apresentando inúmeras diferenças entre si, eles tem características comuns na simplicidade intelectual e doutrinaria e a extraordinária reverencia pelo antigo testamento.

Pais Apostólicos


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Os Quatro Pais da Igreja Latina
Obra de Claude Vignon - Anos de 1616 - 1620 - Roma
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Pais Apostólicos, também conhecidos Padres Ante-Nicenos foi uma expressão usada deste o século XVII, para representar aqueles homens que teve contato direto com os Doze Apóstolos de Jesus, para indicar que eles eram representantes daquela geração, provavelmente seus discípulos pessoais, um elo com aqueles que conviveram diretamente com Jesus. Os Pais Apostólicos eram um grupo de lideres cristãos da antiguidade e autores cujos escritos faz parte de uma coleção que vem do final do Século I até meados do Século II, os quais não foram incluídos no Canon Bíblico do Novo Testamento, entretanto algumas dessas obras foram encadernadas como parte, mas são obras anônimas e que suas atribuições de autoria foram contestadas por estudos recentes.

Os Padres Apostólicos se diferenciam dos outros autores cristãos daquele período, devido a Teologia e suas praticas estarem diretamente ligadas às tradições que seguia fielmente o princípio Paulino, o movimento principal, como doutrina única e verdadeira.

Os escritos dos Padres Apostólicos são variados em diversos gêneros, como: cartas, profecias apocalípticas, sermões, conduta moral, biografia de mártires e liturgia. Assim os Pais Apostólicos transmite e descreve e as dificuldades com problemas doutrinários e organizacionais com os quais a Igreja vem deparar durante a transição de gerações, na estrutura e hierarquia de autoridade ministerial e de autoridade eclesiástica.

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Visão da Cruz
Obra de Raffaelo Sânzio, 1520-1524 Palácio Apostólico, Vaticano
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No ano 313 o Imperador Romano Constantino torna o Cristianismo uma religião legal e no ano 325 convoca o Primeiro Concilio de Nicéia, para resolver as confrontações e argumentos das questões religiosas. Aqui Encontramos os Padres Apostólicos: São Clemente de Roma, Santo Inácio de Antioquia, São Policarpo de Esmirna, Papias da Ásia Menor, Hermas e vários outros autores desconhecidos, cujas obras foram todas escritas em Grego.

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Primeiro Concilio de Nicea
Fresco do Seculo XVI - Capela Cistina - Vaticano
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Documentos como o Didaché , um dos mais antigos, mostra a fase em que os apóstolos e profetas ainda estavam ativos, mas o ministério rotineiro de bispos e diáconos já ganhava reconhecimento. São Clemente emite a Primeira Carta oficial da Igreja Romana dirigida a Igreja de Corinto, onde fica evidente o estado adiantado de um colegiado de Bispos, com sua autoridade compartilhada entre uma assembleia, visão consequente de uma teoria de sucessão apostólica na qual os Bispos eram considerados herdeiros jurisdicionais dos apóstolos. Demonstrando e afirmando o direito de autoridade da Igreja Romana em interpor e intervir nos assuntos das outras igrejas.

O Antigo Testamento torna uma questão de disputa entre o Judaísmo e o Cristianismo, mas São Barnabé, sabiamente transforma a interpretação exata dos pensamentos, ideias e qualidades da literatura judaica usando uma literatura com formas figuradas ( Alegóricas ) e extrai um sentido cristão das Escrituras Antigas.

O mesmo vem acontecer com São Inácio, Policarpo e Papias contra a predisposição do judaísmo na Igreja e testemunha o aumento constante de compreensão a uma tradição especificamente cristã incorporada aos ensinamentos transmitidos pelos Apóstolos. No Primeiro Concilio de Niceia, foi definido o ensinamentos oficial da relação Deus Pai e Deus Filho, muitas outras doutrinas e a estrutura da Igreja.


Pais Apologistas

Apologista significa aquele que faz apologia, ou seja, que defende ou suporta a ideologia, Doutrina ou pensamento filosófico em questão. Esse termo foi atribuído especialmente aos primeiros escritores cristãos, que escreveram uma defesa em fundamentos e recomendaram a sua fé aos de fora. Esse é o período em que o Cristianismo faz os primeiros convertidos entre a classe educada. O objetivo principal era ganhar uma audiência legitima para o Cristianismo e remover os mal-entendidos populares e dinamizar o proposito da crença e pratica cristã.

De maneira progressiva o Cristianismo vai se desvinculando do Judaísmo, tendo suas próprias características como uma crença verdadeira de fé. Entretanto, faz parte do imenso território romano, que engloba inúmeros povos de cultura e grupo sociais diferentes, bem como outros credos religiosos. Assim, o Cristianismo vem a confrontar com inúmeras objeções e perseguições, cabendo aos Padres da Igreja à consciência e responsabilidade, com a obrigação em responder os ataques e criticas.

Os escritos apologistas da inicio e tem objetivo de enfrentar as acusações amplamente difundidas nas comunidades, de que a Igreja Cristã era um perigo para o Estado. Então. Assim, os Pais Apologéticos escrevem expondo as imoralidades e mitos das divindades pagãs e passam a defender o monoteísmo. Bem como, a escrever em resposta aos argumentos dos filósofos pagãos, mostrando que eles tinham argumentação e criação de conceitos, baseados apenas na razão humana, produzindo uma verdade fragmentada e com erros. Uma filosofia que vem influenciar os judeus opositores.

Assim, os Teólogos Apologistas cristãos mostram em seus argumentos a concepção através da verdade Divina absoluta, onde o Cristianismo é uma Filosofia de origem divina. Pois, Jesus desceu ao mundo, não apenas trouxe a palavra de Deus aos homens, ele " é " a palavra, o " Verbo ". Assim, o ensino sobre o LOGOS merecidamente adquiriu na teologia cristã lugar permanente.

Pais Polemistas

O Polemista usa da arte de bem argumentar, da boa oratória e a habilidade para convencer através do uso das palavras, usando uma linguagem controversa destinada a apoiar sua posição especifica de reivindicações diretas e minar a posição oposta. Essa pratica de argumentação é chamada de Polemica. Então, Polemica no período da Igreja Cristã primitiva era desafiar e refutar erros doutrinários ou oferecer corretivos, onde pode ser vista como um dialogo interno ao Cristianismo e a Apologia como um dialogo para defender contra adversários religiosos do Cristianismo.

Assim, esta arte escrita tem como característica principal em aplicar o contraditório, promovendo disputa em torno da questão e rapidamente faz emergir muitas divergências. Escritos polêmicos eram comuns no período Patrístico, onde os Pais da Igreja primitiva às vezes são categorizados como Polemistas ou Apologistas baseados no conteúdo de seus escritos.