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Deus e o Homem

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Deus o Pai e Anjos
Afresco do Pintor italiano Bernardino Luini entre 1509 - 1510 - Milão Italia
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Deus é o supremo arquiteto de todas as coisas que existem. Ele é o possuidor do dom da sabedoria, das Ciências e das Leis. A inteligência prudente foi criada por Ele antes de tudo existir. Nosso Criador todo poderoso é quem aspergiu a sabedoria sobre todas as suas obras e sobre todos os homens, á medida que a dividiu e a deu para aqueles que a amavam. A Sabedoria é um dom dado pelo criador com generosidade a todo aquele que ardentemente a deseja. Em Deus habita o verdadeiro amor para com todos os seres criados. O termo " Temor a Deus " é usado com muita frequência nas Escrituras. A palavra temor tem o significado de medo, receio ou sentimento respeitoso. Assim, o estado emocional resultante da consciência do perigo ou ameaça, produz pavor, fobia, terror ou ausência de coragem. Deste modo, sabemos que Deus é todo amor, assim o estado emocional resultante deste temor a Deus, produz um sentimento de profundo respeito e coragem, evidenciando um forte laço de amor, afeto e afinidade ( fidelidade ) a aquele que pelo amor verdadeiro ama.

O temor a Deus é o principio para se adquirir a Sabedoria e Fidelidade. A partir deles o homem iniciará o processo que o levará a salvação e paz. O Temor forma o alicerce da fidelidade, pois todo aquele que verdadeiramente ama, é fiel. Aquele que é fiel pelo temor recebe a graça santificadora de Deus na maneira de agir, por direito (Justiça ). Desta maneira o homem que teme a Deus será fiel aos Mandamentos Divinos ( obediência ) , praticará o amor ( boas obras ) e terá paciência em aguardar a benevolência divina para receber a vida eterna. Deus tudo vê e tem conhecimento, assim o caminho do homem que o ama verdadeiramente será estreito e seguro. Assim, a fidelidade Divina permanecerá firme sobre ele, pois o amor e a fidelidade conquista a amizade de Deus.

Portanto, obediência a Deus é o temor para com o cumprimento de sua vontade, seus mandamentos e preceitos, demonstrando uma qualidade humilde de respeito e dependência ao verdadeiro amor. Desta forma compreendemos que as Boas Obras é resultado da ação ou comportamento decoroso do homem praticando o temor a Deus e caridade ( amor ) para com o próximo.

Obediência e fidelidade ( amor leal ) são dois elos que une o homem ao seu Criador, sem eles a salvação não é possível. Pois o temor a Deus afasta o pecado da presença do homem e todo aquele que humildemente observa seus mandamentos é por Deus protegido.

Eclesiástico, 34
19. Os olhos do Senhor estão voltados para aqueles que o temem; ele é um poderoso protetor, um sólido apoio, um abrigo contra o calor, uma tela contra o ardor do meio-dia, 20. Um sustentáculo contra os choques, um amparo contra a queda. Ele eleva a alma, ilumina os olhos; dá saúde, vida e bênção.
Eclesiástico, 3
1. Os filhos da sabedoria formam a assembleia dos justos, e o povo que compõem é todo ele, obediência e amor.
Eclesiástico, 1
1. Toda a sabedoria vem do Senhor Deus, ela sempre esteve com ele. Ela existe antes de todos os séculos.
Salmos, 17
31. Os caminhos de Deus são perfeitos, a palavra do Senhor é pura. Ele é o escudo de todos os que nele se refugiam.

Deus tudo criou com harmonia e perfeição, e suas obras são perpetuas. Vez uma e a outra em oposição, para que a harmonia fosse estabelecida entre as suas obras. Mas a pratica do erro pelo homem fez gerar a iniquidade e esta corrompeu a harmonia da criatura humana. O primeiro fruto do erro humano produz o pecado original – desobediência. Desta maneira o homem é seduzido pelo poder da mentira, que na vã esperança de se igualar a Deus, se expõem a desobedecer. Este erro ainda hoje é praticado pelo gênero humano, que se vê frequentemente corrompido pela ocasião de diferentes valores: Econômico, cultural, comunitário, religioso, amoroso, trabalhista, ou seja, valores de bens mundanos que favorecem o homem a ter ocasião de praticar a vaidade, inveja, traição, domínio, conflitos, guerras, ou seja, a iniquidade. As paixões mundanas levam o homem à perda da razão e da justiça, levando-o a promover o desiquilíbrio das obras divinas, que são harmoniosas, comprazendo assim em praticar o mal, desobrigando-se ou desviando-se, faltando com sua obediência aos mandamentos da Lei estabelecidos por Deus.

Portanto Deus é em excelência perfeito e puro, e seus desígnios e obras harmoniosos, perfeitos, permanentes e submissos a sua autoridade. É por este principio que num tempo determinado por Deus, Ele ira voltar para restabelecer, por de volta no antigo estado, à plenitude de suas Obras. Deus nos deu o germe de nossa vida, o nosso espirito, que vem do Espirito Santo do nosso Criador, o qual é Puro e todo Amor. Mas, Deus não quer o espirito Dele, que Ele nos deu, corrompido pelo erro de seus filhos, por isto determinou um tempo a cada um dos homens, afim de que observando as regras do proceder, os mandamentos da Lei, revelassem assim a sua obediência e fidelidade.

Eclesiástico, 11
16. O erro e as trevas foram criados com os pecadores; aqueles que se comprazem no mal, envelhecerão no mal. 17. O dom de Deus permanece nos justos, e seu aproveitamento assegura um triunfo eterno.
Eclesiástico, 17
1. Deus criou o homem da terra, formou-o segundo a sua própria imagem; 2. e o fez de novo voltar à terra. Revestiu-o de força segundo a sua natureza; 3. determinou-lhe uma época e um número de dias. Deu-lhe domínio sobre tudo o que está na terra.
Eclesiástico, 15
20. Os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, e ele conhece todo o comportamento dos homens. 21. Ele não deu ordem a ninguém para fazer o mal, e a ninguém deu licença para pecar; 22. Pois não deseja uma multidão de filhos infiéis e inúteis.
Eclesiástico, 42
25. Todas as coisas existem duas a duas, uma oposta à outra; Ele nada fez que seja defeituoso.
Eclesiástico, 33
15. Diante do mal está o bem; diante da morte, a vida, assim também diante do justo está o pecador. Considera assim todas as obras do Altíssimo; estão sempre duas a duas, opostas uma à outra.
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Adao e Eva
Obra do pintor italiano Tiziano Vecelli entre 1628-1629 - Veneza Italia
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A origem da humanidade vem de Adão e Eva, assim Deus a vez, para que pela nossa inteligência soubéssemos que todos somos irmãos, já que descendemos de um único casal inicial. Esta é a doutrina do monogenismo, onde todas as raças descendem de Adão e Eva - Dogma da Igreja Católica que foi promulgado pela Encíclica Papal Humanum Genus, condenando as seitas e hereges que defendem o poligenismo, doutrina de que os homens não são todos irmãos e sim descendentes de vários casais. Desta forma o pecado original passa a ser pelos poligenistas como sendo um mito, uma metáfora. Admitindo que o pecado original seja instituído pela união conjugal e não pela desobediência, o que vem a ser uma insensatez, uma vez que Deus criou o Homem e a Mulher, e os ordenou que multiplicassem. Veja bem, que a forma do sujeito vem escrita no singular ( homem e mulher ) implicando assim que na origem havia somente um casal e não vários.

Gênesis, 1
27. Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. 28. Deus os abençoou: "Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra."
Gênesis, 2
25. O homem e a mulher estavam nus, e não se envergonhavam.

O pecado original é a privação da graça santificante em consequência do pecado de Adão. De acordo com São Tomaz, São Anselmo, as tradições da Igreja Primitiva e também pela declaração do Segundo Concílio de Orange em 529 D.C., mostram que: Por causa de um homem foi transmitido para toda a raça humana, não somente a morte do corpo, como punição do pecado, mas também o pecado em si próprio, que é a morte da alma. Como a morte é a privação da causa primaria da vida, a morte da alma é a privação da graça santificante, que de acordo com todos os teólogos é a origem da vida sobrenatural. Consequentemente o pecado original é a morte da alma, ele é o ato que tira a graça santificante da alma humana. Graça é um dom universal, auxilio gratuito de Deus ao homem. Graça Santificante, considerada também como a graça primeira, é em sua origem a ordem estável da vida sobrenatural que capacita à alma humana de viver com Deus e agir pelo seu amor, participar da natureza divina e que torna o homem templo do Espirito Santo, filho de Deus, sua imagem e semelhança.

Sabedoria, 2
23. Ora, Deus criou o homem para a imortalidade, e o fez à imagem de sua própria natureza. 24. É por inveja do demônio que a morte entrou no mundo, e os que pertencem ao demônio prová-la-ão.

Desta forma vemos que o pecado de Adão foi transferido para suas gerações, filhos e pais mortais, pela herança do pecado original que produz os dois efeitos pela casualidade - perda da imortalidade e da graça santificante do espirito humano. Adão não somente nos transmitiu a morte da vida humana, mas também a herança do pecado original imputada no espirito humano, que somente é abolida através do batismo, pela graça redentora alcançada ao gênero humano através do Filho de Deus - Jesus Cristo. E assim, adquirimos novamente a graça santificante de nosso espirito e passamos a condição de filhos de Deus.

Romanos, 5
19. Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos.

Adão apos pecar perdeu vários dons que Deus o tinha concedido como: a imortalidade , impassibilidade e a ciência infusa . Esses declínios causaram danos à natureza humana que era toda em ordem. Com isto a inteligência humana fica lesada, propensa ao erro e não a verdade. Sua vontade é tendente ao mal, corrompida, sem coragem ou confiança. A sensibilidade ficou confundida, não é mais dotada pela razão ( sabedoria ), mas com sentimentos de desprezo e repulsão, impulsionada e dominada pelas paixões. Assim o espirito humano passa a conter esta macula produzida pelo pecado original, que é a disposição natural de praticar o erro e o pecado. Portanto todo ser humano nasce com esta macula do pecado original que consequentemente impede o homem de receber a graça santificante de Deus. Mas os homens não são punidos por este pecado, pois eles são de responsabilidade de Adão e Eva, e ninguém mais. Para ficar mais nítido este contexto, imagine um homem que adquiriu AIDS e após conhecer uma mulher a deixa gravida ( comete o pecado ). Seu filho nasce não herda a culpa do pecado de seu pai, mas vai receber o vírus da AIDS. O filho não herda a culpa moral, mas sim a natureza doente. Imagine outro homem que cometeu o crime de matar ( pecou ), seus filhos não herdam a culpa do crime de seu pai, mais herdam a culpa moral – desonra ( pecado ).

O homem após ter praticado o pecado da desobediência, foi excluído do paraíso e toma consciência de si mesmo, no sofrimento e na vergonha. Contudo foi ainda permitido ao homem alimentar a esperança de uma libertação futura. Se por consequência do pecado da desobediência de um só homem todos sofreram o veredicto da condenação. Todavia, compete também pela justiça o direito de reabilitação através da observância aos mandamentos da Lei Divina. Desta forma a obediência conduz o homem a praticar Boas Obras, pelo cumprimento da vontade divina que são os dois maiores mandamentos: Amar a Deus com toda sua alma e amar ao próximo como a si mesmo. Assim o amor a Deus produz a fidelidade e obediência, e o amor ao próximo produz as Boas Obras, que pela verdade da Justiça e a Santa Palavra atrai o julgamento pelo testemunho autentico que é dado apenas pela prova da Fé – Justificação que é recebida no Batismo.

Romanos 5,19
Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos.
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Arca de Noé
Obra do Pintor italiano em 1551, Aurelio Liuni, Milão - Italia
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Adão e Eva foram postos na terra para sobreviver pelo seu próprio esforço e trabalho, entregue a si próprios. A humanidade se multiplica e consequentemente a raça do homem é dominada pelo pecado e o mal se alastra pela humanidade ao ponto de parecer irremediável. Então Deus tem seu coração ferido de uma intima dor e resolve exterminar o homem da terra gerando o diluvio, mas no meio da humanidade Deus vê um homem justo e perfeito - Noé, e poupa ele e sua família e um casal de animais de cada raça. Após este evento, entra em vigência a primeira aliança de Deus para com os homens. Nesta aliança o homem deve demonstrar a sua fidelidade, ou seja, aplicar e observar os mandamentos da Lei de Deus.

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Torre de Babel
Obra do Pintor Belga Pieter Bruegel "O velho", enquanto estava em Roma entre 1563-1565
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Mas a falta de zelo em observar os preceitos da aliança leva o homem a construir a torre de Babel. Então, Deus puniu os homens fazendo a confusão das línguas. Após este acontecimento, Deus reafirma sua aliança com o gênero humano, mas não com toda humanidade. Deus escolhe um homem chamado Abraão - homem fiel para com Deus, praticador de boas obras e justo para com os todos. Deus faz-lhe uma promessa que ele seria o Pai de um povo numeroso e abençoado. E esta nova aliança se estabeleceria sobre a fidelidade e o povo que dele gerado fosse, deveria conserva-la para com Deus, com a esperança de uma libertação futura, pois da sua descendência sairia o Salvador, aquela que iria redimir os pecados do homem. Porque Deus é fiel a suas promessas para com aquele que os mandamentos da lei observar e cumprir.

O povo de Deus cresce em números e passa a ser perseguido, escravizado e exilado ( diáspora ). Com a escravidão do povo de Deus pelo faraó egípcio, Moises é convocado pelo Senhor a uma grande missão de libertá-los sob a direção divina. Moises passa a ser o chefe de seu povo e é fiel a todas as ordens de Deus. Assim, liberta o povo de Deus de toda a opressão e tirania egípcia, reconduzindo-os para a terra prometida ( êxodos ). Deus foi reconhecido por seus benefícios e fidelidade demonstrado para com Seu povo. E assim, renova a aliança com o Seu povo, através da carta do Decálogo, carta legislativa dos dez preceitos impostos por Deus ao seu povo, para servir de testemunho no futuro dos benefícios divinos. O novo pacto é apenas concluído e o homem já o ignora, construindo ídolos para adorar. Deus se irrita e castiga o seu povo, mas por fim mostra a sua compaixão.

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Tabuas da Lei
obra em bronze de Lourenzo Ghiberti, seculo XV, Florence - Italia
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Então Deus da um sinal visível desta nova aliança ao homem através das tabuas da Lei - Os Dez Mandamentos, que deveriam ser guardadas numa arca, e esta arca teria o valor simbólico do trono de Deus, para atestar ao seu povo, que Deus esta presente em seu meio, como penhor da fidelidade de suas promessas.

A palavra Evangelho é de origem grega e significa a Boa Nova. De Abraão até a chegada daquele que iria anunciar e pregar a boa nova deixa para atrás cerca de 1.200 anos. A tradição conta sobre achegada da boa nova entre os homens daquele que se fez " filho do homem " a fim de que nos pudéssemos tornar " filhos de Deus ". Deus através do seu Santo Espirito escolhe uma mulher, Maria, para que nela seu filho fosse gerado como um homem, que foi chamado pelo nome Emanuel, que significa Deus conosco. Depois do seu nascimento recebeu o nome de Jesus, que significa Salvador. Jesus veio ao mundo submetido a uma Lei, a mesma Lei imposta a todo gênero humano por Deus. A fim de adquirir novamente ao homem pelo direito da justiça a reabilitação somente pela fé na vida e morte ( redenção como vitima expiatória ) de Jesus Cristo e assim adquirir a remissão do pecado original a todo gênero humano e nos dar a relação legal de filhos de Deus.

Antes de o Evangelho ser escrito, a palavra foi oralmente pregada pelo nosso Senhor Jesus e apos a sua partida, seus ensinamentos e testemunhos oralmente pregados e transferidos pela tradição por seus apóstolos e sucessores até a formação dos manuscritos inspirados do Novo Testamento. Jesus veio para anunciar o caminho da salvação ao homem através de seus ensinamentos, transformando a lei e os profetas ao maior grau de perfeição e superioridade. Possibilitando assim ao homem recuperar a Graça Santificante, para aquele que crer em Jesus Cristo ( paixão e morte na cruz ) como redentor de nossos pecados, recebesse a Justificação no Batismo. Em seus ensinos Ele nos deixa bem claro que Ele é filho de Deus e que Deus esta presente Nele, e Ele no Pai. Suas obras são como a do Pai, porque Ele e o Pai são um só. Desta forma, entendemos que Jesus é perfeito, puro e todo-poderoso, assim Deus o é.

São João, 10
30. Eu e o Pai somos um.
São João, 10
38. Mas se as faço, e se não quiserdes crer em mim, crede nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai.
São João, 14
8. Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta. 9. Respondeu Jesus: Há tanto tempo que estou convosco e não me conheceste, Filipe! Aquele que me viu, viu também o Pai. Como, pois, dizes: Mostra-nos o Pai... 10. Não credes que estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que vos digo não as digo de mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é que realiza as suas próprias obras.
São Mateus, 5
17. Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição.

Durante toda a existência humana, deste a retirada do homem do paraíso, Deus demonstrou ao homem sua misericórdia fazendo com ele alianças, dando as leis com os preceitos da justiça e a sua promessa de salvação. Jesus Cristo veio para cumprir essa promessa Divina, ensinando a todos que somente através dele é que se alcançaria a justificação e salvação. A fidelidade a Deus somente será verdadeira com a obediência aos mandamentos das Leis Divinas contidos na Sagrada Escritura. Assim, o homem irá alcançar a justificação e salvação, pois todo aquele que crer em Cristo será justificado e se observando os Mandamentos Divinos alcançará a salvação. Para tanto ele nos reafirmou e deixou como testemunho os dois maiores mandamentos.

São Mateus, 22
36. Mestre, qual é o maior mandamento da lei? 37. Respondeu Jesus: Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito (Dt 6,5). 38. Este é o maior e o primeiro mandamento. 39. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo. 40. Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas.

Aproximando o dia de seu martírio, Jesus declara de modo claro e decisivo a Pedro que ele será a pedra sob a qual a sua Igreja será edificada e lhe confere a autoridade da soberania de sua Igreja, entregando-lhe as chaves do Reino dos Céus.

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São Pedro recebendo as Chaves
Afresco do pintor italiano Pietro Perugino, 1481-1482, Capela Cistina cidade do Vaticano, Roma - Italia
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O reino dos Céus significa a morada celestial para onde os justos irão após o juízo final no fim do mundo e quando Jesus lhe confia às chaves, significa que ele o põe em poder de autoridade absoluta. Pois, chave tem o símbolo de poder, autoridade ou posse. Bem como significa o instrumento de um mecanismo, pelo qual se confere somente ao possuidor o acesso ou bloqueio ao que se possui. Um exemplo bem esclarecedor são as chaves que possuímos: carro, casa, cofre, a gaveta da mesa de seu escritório e outros. Ninguém terá acesso ou vista aos seus bens, a não ser que a chave seja conferida a alguém pelo possuidor dos bens, garantindo a quem a recebe a autoridade ou poder do acesso aos domínios. E ainda, Jesus reafirma esta autoridade dizendo a Pedro: “ tudo o que ligares na terra, será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra, será desligado nos céus ”.

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São Pedro primeiro Papa entronado
Obra de Roderic D'Osana, 1475-85, Valência Espanha
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Deste modo Jesus revela o tipo da autoridade conferida a Pedro, que é uma autoridade de soberania e única para governar em nome do próprio Jesus. Ou seja, Jesus concede a Pedro o Dom da Infalibilidade - qualidade de não poder errar ou enganar-se, pois o que ele decidir sobre a terra em nome de Jesus automaticamente no reino dos Céus estará confirmado pela autoridade de Deus, o Rei dos Reis. E Deus não erra, não comete enganos, é infalível. E ainda lhe faz uma promessa, quando lhe diz: ” as portas do inferno não prevalecerão contra ela ”. Neste momento Jesus confere a sua Igreja o Dom da Indefectibilidade. Qualidade de não se desfazer ou de não perecer, pois Ele afirma que ela irá persistir até o fim dos tempos, mais além, irá preservar essência da Fé e Moral, sem corrupção, bem como nunca irá perder a Hierarquia Apostólica ou os sacramentos pelo qual Cristo comunica suas benções para o homem. O dom da indefectibilidade simplesmente não garante e protege as inúmeras partes de sua Igreja contra a heresia ou apostasia. O individuo ou uma individua Igreja pode vim a ser corrompida e cair em heresia ou apostasia. Mas, isto não vem a comprometer a Igreja no todo, pois se trata de uma defecção isolada, que não faz perder ou alterar a essência da doutrina, fé e moral da Igreja. No Evangelho, segundo São Mateus, o demônio transportou Jesus a um monte muito alto e lhe mostrou todos os reinos do mundo e sua gloria. Prometendo a Jesus dar tudo aquilo, se ele prostrando o adorasse. Ora, só se pode dar algo que se possui, pois o demônio nada pode dar a Deus, tão pouco o reino que serve a Deus. Então concluímos que todos os reinos do mundo serviam a satanás. Desta maneira Jesus mostra a soberania de sua Igreja, pois mesmo estando às portas do Reino de Satanás, este não irá ter predomínio ou ter maior valor que a Sua Igreja. No mesmo versículo Jesus responde ao demônio que só a Deus se adora e serve. Portanto, a autoridade de Pedro é inevitável e permanente, pois tudo o que Pedro decidir sobre a terra é porque já foi decidido nos céus. Então, quando Pedro - o Papa, decide como Autoridade da Igreja em nome de Jesus esta usando a autoridade que Jesus lhe conferiu e que é verdadeira pelo testemunho de Jesus.

São Mateus, 16
15. Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou? 16. Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!17. Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. 18. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
São Mateus, 4
8. O demônio transportou-o uma vez mais, a um monte muito alto, e lhe mostrou todos os reinos do mundo e a sua glória, e disse-lhe: 9. Dar-te-ei tudo isto se, prostrando-te diante de mim, me adorares. 10. Respondeu-lhe Jesus: Para trás, Satanás, pois está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás (Dt 6,13).

A palavra Igreja na época do Antigo Testamento significava a assembleia santa dos filhos de Israel, aqueles que guardavam a aliança com Deus. Já no Novo Testamento é designada como a assembleia dos cristãos de Jerusalém - as comunidades religiosas fundadas por São Pedro e São Paulo. A Igreja que Jesus confiou ao seu fiel administrador, Pedro, foi fundada para abrigar e guiar seu rebanho ate o fim dos tempos, ate o seu regresso, no tempo por Deus determinado para a volta de Jesus, e o julgamento final. Por isso Jesus reafirma a Pedro sua autoridade e a sua missão, dizendo:

São João, 21
15. Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu ele: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. 16. Perguntou-lhe outra vez: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. 17. Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas.

Apascentar significa levar o rebanho ao pasto para dar o alimento, conduzi-lo, vigia-lo e governa-lo. Aqui nesta metáfora Jesus aponta a Pedro como o Pastor de Sua Igreja, cuidando do Seu rebanho. Porque na Sua Igreja? Ora Jesus nesta passagem já havia conferido a Pedro a autoridade de governar Sua Igreja e este testemunho de Jesus vem a ocorrer já na sua terceira manifestação aos seus apóstolos depois ter ressuscitado, confirmando novamente a autoridade de Pedro como o Pastor de Sua Igreja. Autoridade esta infalível sobre a Igreja de Jesus, como vimos anteriormente. Nosso Senhor Jesus, é Deus, é perfeito e suas obras, planos e propósitos infalíveis. Assim sendo ele não erra ou comete falhas. Desta forma a autoridade por Ele entregue a Pedro é infalível, é inevitável e que não falha. Jesus após ter dado pelo Espirito Santo suas instruções aos seus apóstolos que escolhera, foi elevado aos céus. Para cumprimento da promessa de Deus, os Apóstolos deveriam permanecer reunidos após a ascensão de Jesus, para que eles recebessem o batismo no Espirito Santo, que vem acontecer no dia de Pentecostes e desta forma são constituídos bispos da Igreja de Jesus, que ele adquiriu com sua morte.

Atos dos Apóstolos, 1
5. porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui a poucos dias.
Atos dos Apóstolos, 20;
28. Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue ( morte de Jesus )

A igreja de Jesus tem sua origem, doutrina e frutos santos, pois seus apóstolos foram estabelecidos Bispos de sua Igreja. Assim Jesus consagra seus Apóstolos ao Pai e os envia ao mundo para que o Evangelho seja pregado a todas as nações até o fim dos tempos, pois eles foram escolhidos por Jesus para dar este testemunho. Aqui nesta passagem Jesus da o manifesto do catolicismo de seu Evangelho.

Atos dos Apóstolos, 1
7. Respondeu-lhes ele: Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder,8. mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo.
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Praça de São Pedro, Roma - Italia
Obra de Gaspar Van Wittel, conhecido por Vanvitelli, cerca de 1736
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A palavra católica vem do grego " katholicos " que significa universal. Portanto a Igreja que Jesus deixou sob a responsabilidade e governo de seus Apóstolos, para que o seu rebanho fosse apascentado tem origem: