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O Dia do Juízo

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Julgamento Final
Obra do Pintor alemão Stefan Lochner
Colonia Alemanha 1435
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Jesus irá regressar de imprevisto, certamente este dia somente Deus o sabe, conforme o próprio Jesus anunciou. Aos seus Apóstolos foi dito que saberiam da proximidade de seu retorno se observassem os sinais dos tempos. Iriam surgir falsos profetas e falsos cristos, que iriam seduzir a muitos, com uma marcha crescente na injustiça e muitos se cederiam a trair e odiar. Por este motivo a boa disposição do homem com o amor, a caridade, perderia o animo. Então os valores que levam o homem a se afastar de Deus, o erro e iniquidade os conduziram ao pecado, dando inicio as guerras, fome, doenças e grandes angustias e misérias em lugares diferentes surgiriam, mas isto seria apenas o começo de tudo. Entretanto, aquele que se conservar firme na caridade até o fim será salvo. Mas quando se estabelecer o poder da iniquidade do orgulhoso e arrogante como sendo religião, então os falsos profetas e falsos cristos estariam a seduzir os homens simples de coração. Todavia num período curto de tempo, o filho de Deus regressará a terra para o dia do juízo final dos homens. Por este motivo Jesus nos aconselha a entrar em estado de vigília e constante oração, para não sermos surpreendidos por sua chegada inesperada. E por parábolas nos dá testemunho de como perseverar os servos e os administradores de seus bens, para que no ultimo dia estejam presentes a participar do Reino que ele preparou a todos que cumpriram a vontade do Pai. Assim, Jesus dirige aos seus discípulos as seguintes parábolas, de como deve agir o servo fiel para entrar no Reino dos Céus.

São Mateus, 24
45. Quem é, pois, o servo fiel e prudente que o Senhor constituiu sobre os de sua família, para dar-lhes o alimento no momento oportuno? 46. Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, na sua volta, encontrar procedendo assim! 47. Em verdade vos digo: ele o estabelecerá sobre todos os seus bens. 48. Mas, se é um mau servo que imagina consigo: 49. - Meu senhor tarda a vir, e se põe a bater em seus companheiros e a comer e a beber com os ébrios, 50. o senhor desse servo virá no dia em que ele não o espera e na hora em que ele não sabe, 51. e o despedirá e o mandará ao destino dos hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes.

Nesta parábola Jesus indica aos seus discípulos de como seria o proceder do servo que governaria a sua Igreja e pregaria os seus ensinamentos que alimentam a fé e leva o homem a salvação. Este servo será declarado Santo (.. Bem-aventurado..) pelo Senhor e a sua Igreja sobre ele estabelecerá. Aproximando o tempo, Jesus constitui o Apostolo Pedro sobre todos os seus bens, entregando-lhe as chaves do Reino dos Céus e conferindo aos seus apóstolos ( servos ) o trabalho de cuidar de sua família ( rebanho ). Anunciando que o mau servo irá protestar combatendo (.. se põe a bater..) os seus companheiros de sua Igreja que compartilham a sua doutrina. Pois os maus servos tem uma devoção fingida, ou seja, rejeitam pontos ou alguma parte da verdadeira doutrina da Igreja de Cristo e estes se ajuntarão aos hereges (... ébrios ). Mas este mau servo será retirado do Reino dos Céus, quando Nosso Senhor regressar para o julgamento. Desta maneira, vemos que os pecados praticados pelos hereges ( mau servo ) irão conduzi-los a condenação eterna.

A segunda parábola fala do servo prudente e do tolo em relação ao Reino dos Céus. Onde 5 virgens prudentes e 5 virgens tolas estão à espera do Senhor ( noivo ) para conduzi-lo a sala matrimonial.

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Códice Purpureus - Parabola das 10 virgens
Mestre Evangelista Rossano Seculo VI
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São Mateus, 25
1. Então o Reino dos céus será semelhante a dez virgens, que saíram com suas lâmpadas ao encontro do esposo. 2. Cinco dentre elas eram tolas e cinco, prudentes. 3. Tomando suas lâmpadas, as tolas não levaram óleo consigo. 4. As prudentes, todavia, levaram de reserva vasos de óleo junto com as lâmpadas. 5. Tardando o esposo, cochilaram todas e adormeceram. 6. No meio da noite, porém, ouviu-se um clamor: Eis o esposo, ide-lhe ao encontro. 7. E as virgens levantaram-se todas e prepararam suas lâmpadas. 8. As tolas disseram às prudentes: Dai-nos de vosso óleo, porque nossas lâmpadas se estão apagando. 9. As prudentes responderam: Não temos o suficiente para nós e para vós; é preferível irdes aos vendedores, a fim de o comprardes para vós. 10. Ora, enquanto foram comprar, veio o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para a sala das bodas e foi fechada a porta. 11. Mais tarde, chegaram também as outras e diziam: Senhor, senhor, abre-nos! 12. Mas ele respondeu: Em verdade vos digo: não vos conheço!

Jesus apresenta o zelo do proceder do servo fiel para com os homens, quanto aos princípios e fundamentos que sustentam a fé ( boas obras ), para que pela obediência leve o homem a produzir bons frutos através das boas obras, para que desta forma o homem alcance a salvação no tempo vindouro. Ou seja, o servo prudente observa os mandamentos da lei ( obediência ) praticando-os e por isto produz ( reservas ) as boas obras (óleo) para o sustento e manutenção da chama de sua Fé ( lâmpada ), conservando-se firme e pacientemente até a inesperada chegada do Senhor. Assim, quando é anunciada a chegada do esposo ( Jesus - juízo final ) as 5 prudentes vão ao seu encontro e entram com Ele para a sala do casamento ( Reino dos Céus ) e a porta é fechada. As outras 5 antes da chegada do Senhor vão à procura de vendedores de óleo, pois não tinham reservas e as chamas de suas lâmpadas estavam já se extinguindo e quando regressam encontram a porta fechada e as 5 tolas encerradas do lado de fora, dizem: Senhor ( Jesus ) abre a porta e Ele responde: " Em verdade vos digo: não vos conheço!". Como vemos, fé e boas obras conduz o homem à salvação e a vida eterna na morada Santa do Senhor. Enquanto que o servo tolo é aquele que não produz boas obras ( reservas ) para o sustento de sua fé ( lâmpada ). O servo tolo não produz boas obras pela falta de obediência. Desta maneira vemos as 5 tolas retirando-se da casa do Senhor para ir aos vendedores na ilusão de adquirir óleo. Aqui pela analogia, vemos que aquele que se afasta da Igreja Católica, para procurar uma verdadeira fé ou um porto seguro, erram por não crer no que foi estabelecido por Deus ( são incrédulos ) e por não seguir a vontade divina ( obediência ). Assim, pela falta da verdadeira fé e obediência são eles motivados pelo desanimo, descrença, insatisfação ou outros fatores que levam a razão humana, que tem a tendência a praticar o erro, a procurar o comodismo que é o estado emocional que melhor satisfaz o ego do homem a procura da razão. Na verdade eles estão retirando de si próprios à oportunidade de num tempo indeterminado poder estar presente e junto ao Senhor. Mas aquele que creu em Jesus e recebeu o batismo, o seu ato de se afastar o leva a cometer o pecado da heresia. E se este homem que esta em heresia não dando ouvido ou rejeitando a verdade da correção, irá blasfemar e infelizmente no juízo final encontrará a porta do Reino dos Céus fechada para ele, pois a blasfêmia não é perdoada. Pois, apesar de proclamar a fé em nome de Cristo, este se afasta do rebanho do qual Jesus deixou para ser apascentado e reunido na sua Igreja ( Católica ). Bem como, não cumpri a vontade Divina dos Mandamentos, que é resumido no Amor ( caridade ) e que resulta nas boas obras.

Romanos, 2
5. Mas, pela tua obstinação e coração impenitente, vais acumulando ira contra ti, para o dia da cólera e da revelação do justo juízo de Deus, 6. que retribuirá a cada um segundo as suas obras.
Efésios, 5
17. Não sejais imprudentes, mas procurai compreender qual seja a vontade de Deus.
Provérbios, 17
10. Uma repreensão causa mais efeito num homem prudente do que cem golpes num tolo.
São Mateus, 7
21. Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. 22. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não pregamos nós em vosso nome, e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres? 23. E, no entanto, eu lhes direi: Nunca vos conheci. Retirai-vos de mim, operários maus!

A terceira parábola pronuncia o servo fiel e as boas obras. A parábola dos talentos nos monstra situações diferentes, onde um homem viaja e deixam três servos seus encarregados de administrar seus bens e conforme a capacidade de cada um confia uma quantia do seu dinheiro ( talentos - antiga moeda ), até o seu regresso.

São Mateus, 25
14. Será também como um homem que, tendo de viajar, reuniu seus servos e lhes confiou seus bens. 15. A um deu cinco talentos; a outro, dois; e a outro, um, segundo a capacidade de cada um. Depois partiu. 16. Logo em seguida, o que recebeu cinco talentos negociou com eles; fê-los produzir, e ganhou outros cinco. 17. Do mesmo modo, o que recebeu dois, ganhou outros dois. 18. Mas, o que recebeu apenas um, foi cavar a terra e escondeu o dinheiro de seu senhor. 19. Muito tempo depois, o senhor daqueles servos voltou e pediu-lhes contas. 20. O que recebeu cinco talentos aproximou-se e apresentou outros cinco: - Senhor, disse-lhe, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei.' 21. Disse-lhe seu senhor: - Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor. 22. O que recebeu dois talentos, adiantou-se também e disse: - Senhor, confiaste-me dois talentos; eis aqui os dois outros que lucrei. 23. Disse-lhe seu senhor: - Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor. 24. Veio, por fim, o que recebeu só um talento: - Senhor, disse-lhe, sabia que é um homem duro, que colhes onde não semeaste e recolhes onde não espalhaste. 25. Por isso, tive medo e fui esconder teu talento na terra. Eis aqui, toma o que te pertence. 26. Respondeu-lhe seu senhor: - Servo mau e preguiçoso! Sabias que colho onde não semeei e que recolho onde não espalhei. 27. Devias, pois, levar meu dinheiro ao banco e, à minha volta, eu receberia com os juros o que é meu. 28. Tirai-lhe este talento e dai-o ao que tem dez. 29. Dar-se-á ao que tem e terá em abundância. Mas ao que não tem, tirar-se-á mesmo aquilo que julga ter. 30. E a esse servo inútil, jogai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.

Nesta parábola Jesus destaca o beneficio que adquire o servo que emprega a justa fidelidade e obediência aos ensinamentos divinos e governa com prudência o rebanho de Cristo e o conduz a salvação. Pela fidelidade e obediência o homem produzirá os seus bons frutos. Poderão ser obras grandes ou pequenas, conforme o que lhe foi conferido. Desta forma o seus méritos, quando no juízo final, lhe será dado de acordo com os frutos de suas boas obras, quer sejam poucas ou muitas. Assim o Senhor irá convida-los a participar do banquete que Ele preparou com grande alegria para àqueles que agem com fidelidade e obediência. Entretanto, o terceiro servo afirma solenemente ( protesta ) conhecer o Homem, sua maneira de agir (... é um homem duro...). Então, por receio da firme doutrina do homem decide apenas guardar o dinheiro ( fé ) do Homem ( Jesus ) e restitui-lo na prestação de contas ( juízo final ). No dia da prestação de contas ao homem, o servo lhe devolve o que a ele foi confiado. O Senhor lhe diz: Servo mau e preguiçoso! Devolve-me apenas o que te dei ( fé ), mas se tu tiveste pelo menos levado o meu dinheiro ao banco, investido ( exercitado a obediência – boas obras ), terias o juros ( bons frutos ) para devolver junto ao que lhe é confiado ( fé ), tu terias mais crença ( méritos ) que agora. Mas por não praticar boas obras ( investir no Banco ) pela falta de obediência, os frutos que o levam a salvação não são produzidos. Assim aquele servo que não produz nenhum fruto com o pouco que lhe é conferido ( fé ) não será salvo. Ou seja, aquele que conhecendo os seus ensinamentos e mandamentos, não se empenha em praticar boas obras não será salvo. Pois, do servo inútil até mesmo o que ele julga possuir lhe será retirado, pois ele julga ter a fé ( o dinheiro ), mas não a tem, pois ao protestar o homem ( sua doutrina ) renega o que o Homem ( Jesus ) lhe dá por confiança na origem – dinheiro ( fé ). Portanto, o dinheiro é do Homem não do servo, por isso a fé que leva o homem a salvação, é aquela fé que se contrai e é reforçada pela pratica da boa obra ( obediência ) e não aquela fé que somente se diz possuir apenas pelo adorno da palavra.

Para uma melhor compreensão desta parábola iremos substituir o dinheiro, por uma caixa de ferramentas ( instrumentos de trabalho ). Assim, o rígido padrão (Jesus) entrega a cada um dos seus três operários uma caixa de ferramentas, para que em sua ausência durante um longo período seus operários conservassem o seu negócio até sua volta. O primeiro e o segundo usam os instrumentos de trabalho e produz lucros ( bons frutos ) trabalhando com a caixa de ferramentas do padrão. O terceiro guarda sua caixa de ferramentas até o dia do regresso do padrão, pois teme o seu rígido meio de dirigir os seus negócios ( doutrina ). No regresso do padrão, os dois primeiros prestam as contas de seus trabalhos, são recompensados e convidados para um banquete com o padrão. O terceiro durante a prestação de contas devolve a caixa de ferramentas intacta ao padrão, pois receava danifica-la ou perde-la, pois conhecia o regime rígido dele. Assim, o padrão é aborrecido pelo agir de seu mau operário, do qual coleta o que a ele havia confiado ( caixa de ferramentas ) e o desemprega e o retira de seus domínios.

Desta maneira, está Deus a confiar ao homem os sete dons do Espirito Santo, os quais Ele repartiu de acordo com a sua vontade sobre os homens, que são sete e procede do profeta Isaias 11, 2-3:

Isaías 11, 2-3
2. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor. 3. (Sua alegria se encontrará no temor ao Senhor.) Ele não julgará pelas aparências, e não decidirá pelo que ouvir dizer.
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Sete Dons do Espirito Santo
Mosaico da Capela Lateral da Basilica do Rosario
Lourdes França
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Portanto, aquele que pela desobediência aparta-se da Igreja Católica e pensa estar seguindo pela fé a doutrina de seu fundador Jesus cristo, na verdade não está. Esta sim seguindo a fé dentro de sua doutrina ( decisão própria ) ou seguindo a fé da seita religiosa da qual ele ( servo ) participa.

Os bons servos irão, no dia do juízo final, ser convidado para assentar a direta do Filho de Deus e tomarem " posse do Reino que para eles foram preparados desde a criação do mundo " por causa da obediência, fidelidade e suas boas obras, que bons frutos produziram, cumprindo assim a vontade de Deus nosso Criador.

Fé e Obediência, os princípios fundamentais que levam o homem a salvação e a vida eterna no Reino dos Céus junto ao Nosso Senhor.

Jesus Cristo fundou a sua Igreja e conferiu autoridade a seus Apóstolos. É natural que por causa de sua vitória sobre a morte, os que reviveram pela Fé e Obediência ( filhos do Reino ) sejam perseguidos por aqueles que seguem o erro e a iniquidade, estéreis na fé e obediência, pois são frutos da semente do joio lançada ao mundo pelo inimigo de Deus ( Mateus 13, 37-42 ).


São Mateus, 5
11. Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.