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Movimento Protestante

Sola Fide

A Justificação é um conceito teológico presente na doutrina cristã, que trata da condição do ser humano em relação à justiça de Deus. Sola fide, também conhecida como Doutrina da Justificação, afirma que se crermos na obra redentora do Cristo, somente por esta Fé de crermos, Deus nos da à graça do perdão por nossas transgressões ( pecado ), não sendo necessárias as boas obras. Quando lemos na Bíblia Católica, São Tiago 2, 18-24, esta nos mostra claro que não é somente pela fé do homem que se é justificado, mas sim pela interação, complementação da Fé e as boas obras.

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O sacrificio de Abraão
Obra do pintor Holandes Rembrant Harmenszoon, 1635
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São Tiago, 2
18. Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras. Mostra-me a tua fé sem obras e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. 19. Crês que há um só Deus. Fazes bem. Também os demônios creem e tremem. 20. Queres ver, ó homem vão, como a fé sem obras é estéril? 21. Abraão, nosso pai, não foi justificado pelas obras, oferecendo o seu filho Isaac sobre o altar? 22. Vês como a fé cooperava com as suas obras e era completada por elas. 23. Assim se cumpriu a Escritura, que diz: Abraão creu em Deus e isto lhe foi tido em conta de justiça, e foi chamado amigo de Deus (Gn 15,6). 24. Vedes como o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé?
Romanos, 2
5. Mas, pela tua obstinação e coração impenitente, vais acumulando ira contra ti, para o dia da cólera e da revelação do justo juízo de Deus, 6. que retribuirá a cada um segundo as suas obras.

Ora, as Leis de Deus nos atribui a responsabilidade pelos nossos atos. Assim, devemos amar para ser fieis, para não cairmos no pecado pela falta de obediência aos mandamentos da lei. Portanto, sabemos que a obediência a Deus é o cumprimento de sua vontade. Deus nos mostra a excelência de seu amor, ao homem, quando envia o seu amado filho para que na obra de sua vida e paixão, pudéssemos nele crer e ser salvos. Esta é a Obra da misericórdia divina em nossas vidas, crer na redenção de Cristo para sermos justificados por esta Fé. Este é o inicio da justificação: Fé. Assim, Deus justifica os homens em Jesus, não por ser seu filho, mas sim por cumprir a sua vontade - Obediência ao realizar a vontade do Pai. Para que desta forma Ele conquistasse ao gênero humano o direito da Justificação dos pecados passados – pecado original.

São Lucas, 22
42. Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua.
São João, 6
38. Pois desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

A doutrina protestante inicialmente baseia-se na Epistola de São Paulo aos Romanos, para fundamentar a Sola Fide, destacando apenas o versículo 28. Ora, o conteúdo do entendimento deste versículo não esta somente nele em si, mas sim no conjunto de todo o exposto por São Paulo - Romanos 3, 19-28. Portanto, São Paulo fala a respeito do homem em relação à observância da lei, sendo que ao homem a sentença já foi imposta como culpado. Pois ele pecou por não obedecer a Lei de Deus. Portanto, o homem não será justificado, pois a lei somente se limita a dar o efeito de conhecer o pecado e não de declarar o homem justo ou inocente diante de Deus ( justificação ). Mas agora, Deus manifestou a sua justiça através de Jesus, que é provada pela lei e os profetas, sem alegação de direitos pela Lei. Assim, Deus da gratuitamente por sua benevolência justificação a todos os homens neste tempo presente, pelos pecados anteriores ( pecado original ), pois durante todo este tempo os homens ficaram sem serem punidos e sem justificação desta culpa. Esta justificação vem acontecer pela grande obra da redenção realizada pelo filho de Deus ( Jesus ), que pela sua morte passa a ser o sacrifício expiatório dos pecados e somente pela Fé em crermos Nele como o Redentor. Assim, o homem adquire graça, mas devemos conhecer de como que o homem conquistou esta justificação do pecado anterior. Foi ela pela Lei da obra ( obediência ) ou pela Fé? É bem claro que pela Fé somente em Cristo. Pois não houve envolvimento dos mandamentos da Lei ( obediência ) – Deus deu gratuitamente. Pois assim, como todos nos adquirimos a mancha da culpa do pecado por causa de um homem ( Adão ), a Justiça Divina nos concede também a justificação por causa da obediência de um só Homem ( Jesus ). Desta maneira o homem é justificado pela fé no Batismo, por seus pecados anteriores, começando assim uma vida nova em observância aos mandamentos da Lei ( obediência ).

Romanos, 5
19. Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos.

A observância da lei tem como consequência inevitável a obediência a Deus e esta obediência implica ao homem em praticar as boas obras. As boas obras fazem parte significante dos ensinamentos de Jesus, que estão contidos dentro do Novo Testamento. Além disso, devemos saber que as boas obras é fruto consequente do Amor. E o Amor esta condito no primeiro e segundo dos maiores mandamentos da Lei de Deus " Amaras ao seu Criador acima de todas as coisas e Amarás teu próximo como a ti mesmo ". Portanto, sabemos que temos a responsabilidade pelos nossos atos perante o Deus. Devemos praticar as boas obras, porque se não a praticarmos, não estamos aplicando a sua vontade, ou melhor, estamos em pecado pela falta de obediência. Se obedecermos e praticarmos os seus ensinamentos, estamos em Fé completa e assim a justificação é plena. Portanto, " Fé sem obras é estéril " Sola Fide é estéril.

São Tiago, 2
18. Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras. Mostra-me a tua fé sem obras e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. 19. Crês que há um só Deus. Fazes bem. Também os demônios creem e tremem. 20. Queres ver, ó homem vão, como a fé sem obras é estéril? 21. Abraão, nosso pai, não foi justificado pelas obras, oferecendo o seu filho Isaac sobre o altar? 22. Vês como a fé cooperava com as suas obras e era completada por elas. 23. Assim se cumpriu a Escritura, que diz: Abraão creu em Deus e isto lhe foi tido em conta de justiça, e foi chamado amigo de Deus . 24. Vedes como o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé?
Romanos, 3
19. Ora, sabemos que tudo o que diz a lei, di-lo aos que estão sujeitos à lei, para que toda boca fique fechada e que o mundo inteiro seja reconhecido culpado diante de Deus; 20. Porquanto pela observância da lei nenhum homem será justificado diante dele, porque a lei se limita a dar o conhecimento do pecado21. Mas, agora, sem o concurso da lei, manifestou-se a justiça de Deus, atestada pela lei e pelos profetas. 22. Esta é a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo, para todos os fiéis (pois não há distinção; 23. com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus), 24. e são justificados gratuitamente por sua graça; tal é a obra da redenção, realizada em Jesus Cristo. 25. Deus o destinou para ser, pelo seu sangue, vítima de propiciação mediante a fé. Assim, ele manifesta a sua justiça; porque no tempo de sua paciência, ele havia deixado sem castigo os pecados anteriores. 26. Assim, digo eu, ele manifesta a sua justiça no tempo presente, exercendo a justiça e justificando aquele que tem fé em Jesus.27. Onde está, portanto, o motivo de se gloriar? Foi eliminado. Por qual lei? Pela das obras? Não, mas pela lei da fé. 28. Porque julgamos que o homem é justificado pela fé, sem as observâncias da lei.

Desta forma a adesão absoluta do espirito a aquilo que se considera verdadeiro ( fé ) arrasta o homem a edificar e praticar boas obras pela obediência. Portanto as boas obras é um processo de continuidade da Fé e o complemento indispensável para salvação. A obediência às leis de Deus nos leva a realizar boas obras, é uma consequência da Lei Divina e uma responsabilidade moral. Um exemplo para investigar esta relação: fé e obra.

Um homem é o responsável por uma criança pequena e cuida dela destes seus primeiros anos, sempre dizendo e relembrando a ela: " você sabe nadar muito bem ".. Dizendo a ela durante todos os dias de sua infância até adolescência. Já ciente do mundo, ela vai para o alto mar com amigos e lá todos pulam na agua para se divertirem nadando. Ele salta e morre afogado por não saber nadar.

Conclusão: o adolescente possuía por ensinamento somente a verdade de saber nadar ( fé ). O problema foi que o seu responsável nunca o ensinou na pratica como nadar ( obra ).
Outro exemplo:

Esta ocorrendo um surto de uma doença muito contagiosa por toda a cidade. Uma mãe muito zelosa por seu filho recém-nascido leva seu infante para vacinar, para protegê-lo contra a doença. Depois descobre que muitos infantes morreram porque vários pais não os vacinaram.

Conclusão: A mãe deste infante movido pelo amor ( obra ) quis de imediato socorrer a vida de seu filho, sem se preocupar em esperar que ele crescesse e decidisse por sua própria vontade dar a permissão ao seu pai para ser vacinado ou esperasse pela sua maturidade pela sua própria decisão. Por causa da decisão de sua mãe ( fé ), pelo amor ao seu filho ( obra ), ele não morreu ( adquiriu salvação ).

Nesta analogia, sabemos que Igreja Católica ficou com o encargo de responsabilidade em apascentar o rebanho de Jesus. Portanto a Igreja sabe, como a Mãe, que é melhor ao homem receber o quando mais cedo possível após o nascimento do infante, o Batismo. Pois, o Batismo é o principio da Fé que é adquirido naturalmente pela graça do espirito santo em nossos corações e assim as boas obras surgem pela obediência e ao pratica-las reforçam a Fé.

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O Batismo de Cristo
Obra dos Pintores Italizanos Andreia del Verrochio e Leonardo da Vinci
1472 - 1475, Italia
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Outrossim, vale notar que o afirmado por varias seitas protestante, de que a imersão é o único método valido que consta na Escritura Sagrada, não é verdadeiro. Mas mesmo assim a Igreja Católica admite a imersão como uma forma valida. A palavra batismo é derivada a partir da palavra grega “ bapto ou baptizo ” que significa lavar ou imergir. Desta maneira, é conclusivo pela origem da palavra grega que o batizado valido não é apenas pela imersão, mas também pelo ato de lavar, aspergir ou derramar a agua no caso do batismo. Portanto, a forma do batismo, o modo ou maneira não pode ser caracterizado a partir da palavra grega “ Baptizo ” em si própria. Assim, o batismo adquiriu muitos significados de acordo com a Bíblia e a antiguidade Cristã, onde vários sinônimos são empregados, como: O lavar da regeneração; Iluminação; O selo de Deus; A agua da vida eterna; O sacramento da Trindade. Não se encontra no Novo Testamento em nenhum determinado trecho, quando esta palavra ocorre, que venha essencialmente a significar “ imersão ”. Além disso, em nenhum dos batismos registrados nos Atos dos Apóstolos o ato de batizar venha a favorecer esta ideia de “ imersão ” e em outros nem mesmo esta possibilidade. O aspecto mais interessante nesta questão vem diretamente dos historiadores e arqueólogos, que apontam o fato de que Jerusalém é uma região muito arrida e que nesta época em especial, a agua era muito escassa. Por conclusão, não existia agua suficiente para a “ imersão ” das 3.000 pessoas que foram convertidas no dia de Pentecostes (Acts 2:38-41), e mesmo se houvesse referida quantidade de agua, a população desta cidade dificilmente iria aceitar 3.000 indivíduos suados pulando ou imergindo na preciosa e escassa agua, para polui-la.

É inquestionável que Jesus instituiu o Sacramento do Batismo e ordenou a seus discípulos para batizar e os deu a forma de como fazer. Mas, também declarou explicitamente a necessidade absoluta do batismo. De modo que o rebatizo aplicado por vários ramos do Protestantismo é apenas um ato insolente e injurioso aos preceitos contidos na Escritura Sagrada que diz: “ um só batismo ”.

Efésios, 4
5. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo.
São João, 3
5. Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus.
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Cristo abençoando as criancinhas
Obra do alemão Lucas Cranach, 1545, Wittenberg - Alemanha
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Assim a Igreja Católica, mantem firme a aplicação da Lei de Cristo ( São João 3,5 ) quando ele declara a necessidade de todos renascerem novamente na agua e no Espirito em ordem de estarem incluídos no Reino de Deus. Deixando claro que todos, sem exceção, são capazes e tem este direito, quer seja ele um adulto ou um infante.

Quanto aos infantes, Jesus afirma tal direito em (São Mateus 19, 13-14), onde o texto original em grego a palavra usada é “ brephe e prosepheron ” que são usadas no grego para dar referencia a infante que ainda esta no braço materno. Mas foi São Paulo que disse que o batismo veio substituir ( sepulta ) o antigo ritual da circuncisão, que é especificamente aplicado aos infantes, como no caso de Jesus em obediência aos Preceitos Divinos. Consequentemente, vemos que o batismo deve ser aplicado a todos infantes.

São Mateus, 2
21. Completados que foram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes de ser concebido no seio materno.
Colossenses, 2
11. Nele também fostes circuncidados com circuncisão não feita por mão de homem, mas com a circuncisão de Cristo (batismo), que consiste no despojamento do nosso ser carnal. 12. Sepultados com ele no batismo, com ele também ressuscitastes por vossa fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos.

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