O Riqueza da Igreja
Obra do Pintor italiano Giralamo Santacroce, 1525-30
A riqueza da Igreja Católica é sempre cogitada por aqueles que procuram motivos para escandalizar ou infligir golpes a seu governo e hierarquia. Procurando assim motivos para condenar a sua dignidade moral e social através de artifícios de igualdade social, alegando que não deve possuir tal riqueza. O que é nada mais do que propaganda pregada pelo comunismo igualitário. A riqueza traz consigo vantagens: é produtiva, é agradável, é boa e é abundante. E quando essa riqueza é um bem lícito, deve ser ela usada sem erros. Pois o mau uso da riqueza que é condenável e não a riqueza por ela própria. Desta maneira o bom uso da riqueza se torna num meio para ajudar, amparar e beneficiar a muitos. Assim, a Igreja Católica usou e usa este bem para promover e desenvolver benefícios sociais ao homem e aos mais necessitados durante vários séculos de sua existência. Dando origem e inicio a vários estabelecimentos de caridade, como: abrigos, orfanatos, hospícios, hospitais, escolas, universidades e outros. E é documentado que deste o princípio da Igreja Católica, de acordo com os Atos dos Apóstolos e as Tradições das mais antigas comunidades cristãs, que os fieis colocavam a disposição da Igreja os seus bens e doações.
Obra de Sir Edward John Poynter 1890
Mas, após o Movimento Protestante os pagãos e hereges frutos da arvore do mau, motivados pelo ódio e no desejo de acabar com a verdadeira pratica cristã da caridade, dá inicio a criação de similares estabelecimentos que disfarçadamente simulam a caridade e a filantropia. Mas que na realidade são apenas frutos da ideologia capitalista na tentativa de substituir o que pela obediência aos Mandamentos Divinos faz a Igreja Católica.
Também é notaria a discussão que compara ironicamente as riquezas dos templos das Igrejas Católicas em relação aos pobres e desprivilegiados. De acordo com o Antigo Testamento o Rei Salomão construiu o Templo de Deus de acordo com as Suas exigências, usando ouro, prata, cedro do Líbano e pedras preciosas, mostrando assim que a riqueza deve ser dada ao Templo de Deus. E ordenou que até mesmo o sangue dos animais sacrificados fosse colhido em vasos de ouro.
II Crônicas, 35
5.A grande sala foi forrada de ciprestes; ele a guarneceu de ouro puro nos lugares em que estavam esculpidas as palmas e as pequenas cadeias. 6. Ornou esta sala com pedras preciosas; o ouro era de Parvaim.7. O rei revestiu de ouro a sala: traves, umbrais, paredes e portas; nas paredes mandou esculpir querubins. 8. Fez também a construção da sala do Santo dos Santos, cujo comprimento, igual à largura do edifício, era de vinte côvados. O valor do ouro fino, com que o recobriu, era de seiscentos talentos. 9. Mesmo os pregos eram de ouro e pesavam cinqüenta siclos. Revestiu igualmente de ouro os aposentos. 10. Para o interior do Santo dos Santos, mandou esculpir dois querubins e os revestiu de ouro.
II Crônicas, 4
19. Eis os objetos que Salomão mandou fossem ainda feitos para o templo: altar de ouro, as mesas nas quais se colocavam os pães da proposição, 20. os candelabros com suas lâmpadas de ouro prescritas pela lei para o santuário, as flores, 21. as lâmpadas e as tenazes feitas de ouro fino, 22. as facas, os vasos, as colheres e os cinzeiros de ouro fino, a porta de ouro da sala, as portas internas do Santo dos Santos e as portas de entrada do templo que eram de ouro.
Assim, Deus nos monstra que o seu templo deve ser ricamente ornato, pois seu o Filho foi sacrificado, o Cordeiro de Deus, e o seu sangue e corpo devem ser recebidos de acordo com suas exigências. Então, se compreende que desta forma seja o precioso sangue de Cristo, colhido e oferecido num cálice de ouro.
No Evangelho de São João, vemos bem claro a manifestação daqueles que reprovam a riqueza dos templos, onde Judas Iscariotes reclama durante uma ceia em honra de Jesus, o uso de um rico perfume para lavar os pés de Jesus, dizendo que deveria este perfume ser vendido para ajudar os pobres. E as palavras da verdade nas Escrituras deixou bem claro nesta passagem que o interesse de Judas não era a caridade, mas sim o interesse próprio, pois era ele um ladrão, aquele que se aproveita da desgraça dos outros. Desta forma, vemos que condenar a riqueza dada ao templo de Deus, alegando como desculpa os pobres é um erro condenado por Jesus.
São João, 12
3. Tomando Maria uma libra de bálsamo de nardo puro, de grande preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa encheu-se do perfume do bálsamo. 4. Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair, disse: 5. Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres? 6. Dizia isso não porque ele se interessasse pelos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, furtava o que nela lançavam.
São Marcos, 14
3. Jesus se achava em Betânia, em casa de Simão, o leproso. Quando ele se pôs à mesa, entrou uma mulher trazendo um vaso de alabastro cheio de um perfume de nardo puro, de grande preço, e, quebrando o vaso, derramou-lho sobre a cabeça. 4. Alguns, porém, ficaram indignados e disseram entre si: Por que este desperdício de bálsamo? 5. Poder-se-ia tê-lo vendido por mais de trezentos denários, e os dar aos pobres. E irritavam-se contra ela. 6. Mas Jesus disse-lhes: Deixai-a. Por que a molestais? Ela me fez uma boa obra. 7. Vós sempre tendes convosco os pobres e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem; mas a mim não me tendes sempre.
Concluindo, temos o argumento de que Jesus veio nos salvar e viveu na pobreza para nos dar o exemplo. O que não é valido para condenar a riqueza da Igreja Católica, pois Cristo veio nos salvar com a dor e cruz, pela obediência a vontade Divina e não por causa da riqueza. Lembrando que quando Ele nasceu os pastores lhe presentearam suas ovelhas, que são a riqueza de todos os pastores. E os Reis lhe ofereceram mirra, incenso e ouro. Vale lembrar também que Cristo era pobre, mas possuía uma túnica sem costuras, tão rica e bem feita, que os soldados que o crucificaram, não a rasgaram. Mas a disputaram lançando dados para ver quem a caberia.
São João, 19
24. Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será. Assim se cumpria a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica (Sl 21,19). Isso fizeram os soldados.
Assim, a Igreja Católica Apostólica Romana no percorrer de quase 2.000 anos, teve e têm inúmeros filhos fieis. Por certo que eles tiveram parte para o amparo da Igreja nas inúmeras boas obras santas, que caridosamente socorreu e socorrem ainda hoje pobres e desprivilegiados.