Imagens Milagrosos
No principio da Santa Igreja, as representações de Jesus Cristo, Bem-aventurada Maria e a Virgem Maria com o Menino Jesus, iniciamente foram através de pinturas nas paredes das catacumbas dos cemiterios onde se enterravam os mortos e onde também os primeiros cristãos escondiam e deram inicio a pratica da religião cristã devido à perseguição romana. Estas imagens são consideradas as primeiras expressões artísticas religiosas dos cristãos na antiguidade e que com o passar do tempo foi se aprimorando e desenvolvendo, surgindo afrescos, temperas e outras tipos de arte. Surgiram algumas pinturas de muita significancia, pois expressaram um evento ou personagem sagrado e estas pinturas passaram a ser chamadas de Icones . Assim, este meio passou a ser utilizado como ajuda visual nas devoções praticadas ao Nosso Senhor Jesus e Seus eventos milagrosos, a Bem-aventurada Maria e Santos, como um fator de incentivo a devoção, pois o afeto, estima e alegria dirigida ao representado na imagem, recorda suas virtudes e eventos, reforçando a devoção praticada.
Assim, pode ser observado uma variedade de obras de arte (pinturas, afrescos, esculturas e outras...), espalhados pela Igreja ao redor do mundo. Mas, indiscutivelmente é impossível de encontrar numa igreja, capela, santuário ou em um lugar de oração católico, uma que não tenha a representação da Bem-aventurada Virgem Maria.
Então, com o decorrer do tempo começou a surgir aquelas imagens consideradas milagrosas, salientando que não é a imagem a causa dos milagres, mas o personagem representado na imagem o responsável pelo milagre, o homenageado pelas visitas expressadas em confiança e esperança, pelas oraçãos de suplicas e petições dirigidas ao representado na imagem.
A Bem-aventurada Maria favoreceu a certas replicas de sua imagem, concedendo honra aos pedidos das pessoas que a visitaram para expressar suas necessidades e seu amor por Ela. Esclarecendo que a Bem-aventurada Maria não realiza os milagres, o Pai Celestial realiza os milagres de acordo com Sua vontade a pedido de Nossa Senhora. Motivo pelo qual Ela é conhecida como a Mediadora de Todas as Graças, aquela que invoca nossa causa diante do Trono Sagrado de Deus.
Assim, Títulos e Festas surgiram de varias imagens (Icones e Estatuetas) da Bem-aventurada Virgem Maria, de onde fatos extraordinários e curas milagrosas ocorreram. Resultando em devoções locais e nacionais, sendo nestes locais edificados santuários marianos, que no decorrer do tempo gerou inúmeras e gigantescas peregrinações e onde hoje existem construidas as maiores basílicas da Igreja Católica. Abaixo segue uma pequena lista parcial de alguns das mais conhecidas Imagens de Nossa Senhora.
Saragoza - Espanha
- Em 40, Caesaraugusta, hoje Zaragoza - Espanha: De acordo com a antiga tradição cristã, a Bem-aventurada Virgem Maria
apareceu ao apóstolo São Tiago Maior . São Tiago havia deixado Jerusalém
para ir até os confins da terra pregar o evangelho, mas antes de começar
a jornada, a Santíssima Mãe de Jesus, prometeu visitá-lo. E em uma
ocasião, quando São Tiago pregava o evangelho à beira do Rio Ebro.
Ela apareceu milagrosamente, Ela estava morando em Jerusalém neste momento, sob uma coluna de mármore majestosamente para
encorajá-lo a continuar sua evangelização na Espanha. Sáo Tiago andava
triste, porque náo havia convertido ainda o povo local. Foi consolado
pela Nossa Senhora, dando a Ele encorajamento para continuar. E depois o
pediu para construir naquele local um santuário em sua honra e depois
partiu (desapareceu) deixando a coluna de mármore e sob ela uma estatueta
de sua imagem. Deste então muitas foram às curas milagrosas
reportadas no local, onde a estatua e o pilar se encontram intactos por
quase dois mil anos. Hoje, no local a Basilica de Nossa Senhora do
Pilar.
Registro de um milagre - Em 1637, Juan Miguel Pellier era um jovem de 20 anos, trabalhando como agricultor em Castellon, na fazenda de seu tio. Enquanto dirigia um carro puxado por mulas, Miguel adormeceu e caiu e a roda do carro passou por cima de sua perna direita e a partiu. Foi levado para o hospital e internado por cinco dias. Muito devoto de Nossa Senhora do Pilar, decidiu ir para Zaragoza no hospital dedicado a Nossa Senhora do Pilar e lá continuar seu tratamento. Chegando lá os médicos observaram que sua perna esta em estado avançado de gangrena, sem opções de tratamento escolheram amputa-la. Os testemunhos médicos sobre o estado da perna “muito fúnebre e gangrenosa, ao ponto de estar preto”. Em meados de outubro, dois cirurgiões mestres (Juan de Estanga e Diego Millaruelo) realizaram a operação. Na época a pratica era usar bebida alcoólicas para drogar o paciente, com isso Miguel sofreu dores terríveis e constantemente segundo testemunhos Miguel chamava por Nossa Senhora do Pilar com grande fervor. Depois o restante da perna era cauterizado com fogo. Permaneceu no hospital por mais alguns meses, ate a primavera de 1638, quando o hospital lhe ofereceu uma perna de pau e muletas e foi dispensado do hospital. Durante os dois seguintes anos, mendigou para sobreviver com uma autorização da Igreja de Pillar e ficou uma face familiar no grande numero de cidadãos de Zaragoza. Frequentemente voltava ao hospital para averiguações e era tratado pelo Dr. Estanga. Sempre pedia aos serventes do altar por óleo das lamparinas, para untar a ponta da perna amputada, sempre na esperança de conseguir ajuda de Nossa Senhora. Agora com 23 anos de idade, decide retornar para casa dos pais em Calanda. Viajou por uma semana e chegou à casa de seus pais, mas era incapaz de trabalhar no campo e novamente voltou a mendigar indo ate os vilarejos vizinhos na garupa de uma mula, o que muitas pessoas testemunharam na época, que sua perna não existia. Em 29 de março de 1640, por volta das 10h00 da noite, Juan Miguel deitou para descansar. Sua cama havia sido ocupada por um soldado de Garrison que pernoitou em Calanda e com isso ele foi deitar no quarto de seus pais em uma cama improvisada. Por volta das 10h30 sua mãe entrou no quarto e viu dois pés aparecendo por baixo da coberta de seu filho. Confusa chamou o marido, pois pensava que o soldado esta dormindo no quarto errado. O marido levantou e removeu a coberta, ficaram muito supressos era seu filho Juan Miguel. Sacudiram-no para acordá-lo, mais ele esta em um sono muito profundo e não acordava. Depois de certo tempo ele despertou e contou que sonhara que estava no Santuário de Nossa Senhora de Pilar e estava untando sua perna com óleo santo, o que ele fez com frequência. Uma comissão de investigação da igreja e autoridades da cidade de Zaragoza foi formalmente constituída para certificar da veracidade do evento. Em 27 de Abril de 1641 o Arcebispo de Zaragoza pronunciou oficialmente a autenticidade do milagre. A perna que havia sido enterrada no cemitério do Hospital dois anos atrás, não foi encontrada no buraco do enterro e de acordo com os médicos que estudaram a perna restaurada, confirmaram com os registros anteriores de se tratar da perna amputada anteriormente, pois apresentava todos os detalhes descritos nos laudos médicos. Todos os documentos originais deste milagre de Calanda encontram-se em Zaragoza.
Constantinopla (Istambul) - Turquia
- Cerca de 400, Constantinopla, hoje Istambul - Turquia: Hodegetriauma representação de Nossa Senhora segurando o
Menino Jesus num braço apontando para Ele como a fonte da salvação da
humanidade. Hodegetria vemdo grego que significa literalmente “Ela que
mostra o caminho (Jesus)”. Segundo a Tradição o ícone mais antigo deste
tipo de representação foi pintado pelo próprio Aposto São Lucas em uma
mesa de cedro da Sagrada Familia e que durante o século IV foi levado
pela Imperatriz Eudocia, mulher do Imperador Teodósio II de Jerusalém
para Constantinopla e guardado como um precioso tesouro do Império
Bizantino.
Era costume dos soldados antes de partir para suas batalhas ir enfrente ao Ícone e fazer votos de lealdade. toma o nome do milagre dos cegos e do Mosteiro da Panagia Hodegetria em Constantinopla. De acordo com a lenda, a Santíssima Mãe apareceu a dois cegos em Constantinopla, tomou-os pela mão e os guiou pelo caminho até o Mosteiro, que foi construído especialmente para abrigar o Ícone pintado por São Lucas. Depois que chegaram os dois cegos tiveram a visão completamente restaurada. Desde então, os cegos e todos aqueles que sofrem transtornos oculares vieram lavar os olhos nas águas de uma fonte perto do Mosteiro para obterem graças de cura. Após o período Iconoclasta, onde os religiosos e autoridades imperiais eram contra o uso de imagens ou ícones religiosos, esta representação de Nossa Senhora passou a ser reproduzida e entre elas a reprodução mais conhecida “Salus Populi Romani” de Roma e muitas outras versões de Hodegetria. Alguns historiadores russos acreditam que após a queda de Constantinopla o Ícone pintado por São Lucas apareceu na Rússia e esta exposto na Catedral da Assunção em Smolensk. Conhecida na Igreja do Oritente como Panagia Hodegetria e na Igreja Ocidental como Nossa Senhora do Caminho.
Mariazell - Austria
- Entorno de 1154 um monge beneditino chamado Magnus se afastou do
mosteiro de São Lambrecht, para viver como eremita e levou consigo uma
estatua simples de madeira de vinte e duas polegadas de Nossa Senhora
e o Menino Jesus.
Durante viagem se perdeu na floresta de Graatz e ao anoitecer se deparou com uma imensa rocha, que ele não podia escalar e muito menos ir ao redor. Repousou a estatua sob um tronco de uma arvore e orou a Nossa Senhora para guia-lo.
De repente a rocha se partiu em duas e luzes saíram dela por suas bordas cortadas. Ele entendeu que Nossa Senhora o levou ate lá para ser honrada naquele local. Magnus estabeleceu-se no local e edificou uma pequena habitação, que hoje segunda a tradição foi a fundação da cidade Mariazell em 1157, colocou um grande pedaço de madeira como pedestal, onde colocou a estatua de Nossa Senhora.
Cerca de um século depois um Príncipe e sua esposa que vivia na redondeza ficaram muito doentes. Em sonhos lhe foi dito para ir ate o antigo convento e rezar, eles foram curados. Em gratidão construíram uma igreja no local. Por cerca de 800 anos a estatua de Nossa Senhora de Mariazell, nunca mostrou nenhum sinal desgaste ou apodrecimento.
Nossa Senhora esta sentada, com vestido branco, um manto azul e o Menino Jesus segura uma maça na mão e Nossa Senhora uma pera.
Sorso - Itália
- Em 1208, Sorso, Sassari - Itália: Durante o século XIII as cidades e aldeias costeiras eram constantemente invadidas por piratas turcos e mulçumanos (Sarracenos), espalhando terror e devastação e o povo vivia com medo e angustia constante. A Tradição narra através de alguns historiadores que por volta de maio de 1208 à cidade de Sorso foi amparada pela graça divina. Um pobre homem mudo que vagava pela praia encontrou com uma linda senhora, amável e sorridente. Ela disse a ele para ir aos sacerdotes e ao povo e falar que Ela estaria com todos eles para protegê-los e defende-los contra os inimigos. O pobre homem ficou desorientado, pois como iria expressar verbalmente sua mensagem, pensou que o que poderia fazer em sinais. A Senhora pediu-lhe para obedecer e o assegurou que ele seria capaz da tarefa que Ela o incumbira. Ele imediatamente retornou ate a cidade e foi ver o Pastor levando consigo outras pessoas. Começou a falar por gestos e aos poucos esta discursando toda a mensagem e todo o povoado começou a ajuntar-se envolta dela para ouvi-lo. Todos surpresos com milagre, confirmados na presença de todos, em gratidão reuniram-se e em procissão foram ate o local e encontraram uma estatua de Nossa Senhora. Em respeito a pegaram e a levaram de volta em procissão e a colocaram no altar da igreja paroquial de São Pantaleo e fizeram muitas orações e agradecimentos, depois foram para suas casas. No dia seguinte, voltaram-se a reunir na igreja, mas a estatua não mais se encontrava nela e choravam amargamente. Depois num sábado do dia 28 de maio de 1208, um homem foi ver seus bois e chegou ao acampamento que ficava na parte inferior da cidade, onde havia arvores de oliveiras selvagens e levantando as galhas rasteiras olhando por baixo delas, deparou-se com a estatua Sagrada de Nossa Senhora, correu ate a cidade e anunciou a todos seu achado. E novamente foram em procissão a trouxeram de volta ate a Igreja de São Pantaleo. No dia seguinte, a imagem novamente havia desaparecido e correram imediatamente ate o local das oliveiras e a encontraram no mesmo local sob uma pedra de mármore com uma escrita que muitos não conseguiram entender “Noli Me Tollere”, que significa “Não me Levem”. Todo o povo e religiosos entenderam claramente que a Santíssima Mãe de Deus havia escolhido aquele local para ficar. Levaram a estatua para a Paroquia e prometeram que iriam construir uma Igreja naquele local e a partir desta data nunca mais a esta desapareceu. A nova Igreja foi construída em forma de Cruz e o altar sob o local das oliveiras e foi solenemente transportada ao seu novo lar. A tradição relata inúmeros milagres, incluindo a liberdade rápida dos invasores e a preservação do município, enquanto muitos outros foram destruídos. No decorrer do tempo à devoção e a solenidade e o esplendor aumentou. A antiga Igreja tinha sua fachada virada para o mar, foi desmanchada e reconstruída virada para dentro dos pais.
Polônia - Czestochowa
- Em 1384, Czestechowa, Polônia: Ícone de Nossa Senhora de Czestochowa, também conhecida como a Virgem Negra de Czestochowa, faz parte de uma antiga tradição que diz que São Lucas pintou a Imagem da Virgem Maria (Hodegetria) em uma mesa de cedro da casa da Sagrada Família e foi descoberta em Jerusalém no ano 326 por Santa Helena e levada para Constantinopla e presenteada ao seu filho, Imperador Constantino. Depois doado a um monge paulino local e em 1430 o mosteiro foi saqueado pelos Hussitas. Antigos documentos indicam que o ícone foi quebrado em três partes. Em 1523, na tentativa de restauração do ícone as tintas utilizadas reagiram causando estragos significantes. Foi decidido por repintar novamente o Ícone para preservação da memoria e peregrinos poderiam venerar a atual copia. Após anos foi levada para uma antiga cidade no Reino Polonês, onde o Duque Wladyslaw ficou proprietário. A Tradição conta que Wladyslaw estava passando com a pintura por Czestochowa quando seu cavalo se recusou a seguir em frente e em sonhos foi instruído deixar o ícone em Jasna Gora. Em 1655 durante a Segunda Guerra Nordestina, contra a invasão da Suíça, o Monastério de Jasna Gora em Czestochowa, foi cercado por 4.000 suíços por quarenta dias, onde somente 70 monges e 180 voluntários lutaram para defender e preservar a Sagrada Pintura e milagrosamente conseguiram virar o curso da guerra. Com o final deste evento bem sucedido o Rei João II de Casimir Vasa, coroou Nossa Senhora de Czestochowa como Rainha e Padroeira da Polônia na Catedral de Lwow em 1 abril de 1652.
Genazzano, Roma - Itália
- Em 1467, Genazzano, Roma, Itália: Imagem de Nossa Senhora do Bom Conselho. É referido ao titulo dada a Virgem Maria deste os primeiros séculos e ao longo dos séculos sua devoção cresceu principalmente entre os Papas e Santos, espalhando pelo mundo. A tradição conta a historia de um afresco da Virgem Maria que originalmente estava em Jerusalem e depois levado para Shkodra – Albania, por ande permaneceu cerca de 200 anos segura, longe das amesas mulçumanas. Ameaça mulçumana surge e o afresco foi milagrosamente trazido pelos Anjos de Deus para Genazzano, um bairro de Roma. Atualmente se encontra na Igreja Agostiniana do século XIII, na cidade de Genazzano, perto de Roma. A historia conta que em 25 de abril de 1467 durante as festividades de São Marcos, o povo ouviu uma bela musica e viram uma nuvem misteriosa descendo sobre uma parede da inacabada Igreja e depois de um certo tempo enfrente de todos a nuvem se dissipou e um afresco como da espessura de um cartão de visita, no tamanho aproximado de 40 cm x 45 cm, da Virgem Maria e o Menino Jesus em seus braços. A tradição antiga narra que o afresco se encontrava suspenso no ar, sem nenhum suporte aparente, perto da parede. Os representantes locais utilizaram um barbante para conferencia do fenomeno e este foi passado livre de obstrução entre a parede e a pintura, sem tocar em ambos (parede e afresco). Inúmeros foram os milagres registrados após dois dias e cada vez mais frequentes e este registros existem ainda hoje no local. Estudos modernos destacam que apesar dos seculos a pintura original mostra um vivo brilho na textura (como nova), equanto que copias feitas naquela epoca por varios artistas e levadas para veneração a outras região, apresentam degradadas pela idade. A devoção cresceu muito e no ano 1630 o Papa Urbano VII foi peregrinar em Genazzano, bem como paga Pio IX . Em 2 de julho de 1753 o Papa Bento XIV aprovou a devoção e a formação da União de Nossa Senhora do Bom Conselho para os fieis em geral e ele como o seu primeiro membro pioneiro. Em 21 de dezembro 1893 foi sancionado o uso do Escapulário Branco de Nossa Senhora do Bom Concelho para os fieis.
Lepe - Espanha
- Em 1484, Lepe – Espanha: A tradição relata no dia 15 de agosto (hoje dia da Assunção), na foz do Rio Piedras (Porto de El Terrón), alguns frades franciscanos que estavam morando no Convento de São Francisco del Monte caminhando ao logo da costa do rio, quando viram ao longe um barco com três marinheiros se aproximarem ate chegar à margem. Os marinheiros conversaram com os frades e imploraram para abrigar um enorme caixa para eles no convento, ate eles regressarem novamente. Após muito tempo, a curiosidade em conhecer o conteúdo da caixa, fez com que o frade franciscano pedisse aos superiores do Convento Franciscano para abrir a caixa na presença de todos os irmãos. O pedido foi aceito e todos favoráveis. Quando a caixa foi aberta, uma escultura de Nossa Senhora e Menino Jesus foi vista por todos e, que disseram simultaneamente juntos: “Oh, Bella! É como o céu!”. A novidade rapidamente percorreu a redondeza, dando inicio a devoção de Nossa Senhora da Beleza, onde os fieis procuravam o Convento de São Francisco del Monte, para contempla-la, orar e dar esmolas. Os frades Franciscanos se mudam do Convento para construir um novo Convento para abrigar a imagem recente de Nossa Senhora da Beleza. Deste então o Convento ficou conhecido por "Convento de Nossa Senhora La Bella". Em 1835, a Imagem foi transferida para Igreja de São Domingos Gusmão na cidade Lepe. Em 25 de julho o Ministro da Rainha Regente por Ordem Real, provocou o fechamento do Convento de El Terron (Franciscano) os superiores decidiram mudar para o Convento de Santa Maria em Palos de La Frontera, enquanto o Convento de Nossa Senhora da Beleza decidiu mudar para o Mosteiro de La Rábida e levar consigo a estátua de Nossa Senhora da Beleza que estava na cidade de Lepe na Igreja São Domingos. Foi quando o Frade Jose conhecido em Lepe, ouviu da chegada de embarcações em El Teron com destino a Lepe para realizar a mudança do Convento. Frade Jose tomou iniciativa e foi de porta em porta durante a noite e avisou a todos o que iriam fazer a transferência. Uma multidão se reuniu e junto com o Frade foi até o Convento e retiraram a imagem e a levaram repidamene e esconderam ate o amanhecer. Após a partida do Barco, retornaram ate a cidade de Lepe e retornaram a Sagrada Imagem para a Igreja de São Domingos de Gusmão, onde esta ate hoje.
Roma - Itália
- Em 1499, Roma, Itália: Pintura de Nossa Senhora Perpetuo Socorro. A historia conta que mercantes navegadores viajavam em alto mar quando uma enorme tempestade os cobriu. Ao pé de uma pintura da Bem-aventurada Maria que transportavam, pediram por socorro. Salvos chegaram em Roma, depois o mercante chefe ficou muito doente e em seu ultimo desejo, pediu ao companheiro que a Imagem você posta na Igreja para veneração. Era uma imagem muito bonita e ele ficou indeciso em entrega-la na Igreja. Sua esposa viu a pintura e recusou dá-la a Igreja e a pendurou em sua casa. É dito que depois a Virgem Maria apareceu para a filha do mercante, avó e vizinhos. Temerosos eles pediram para que a imagem fosse entregue na Paroquia. A Virgem Maria pediu a filha do mercante que a imagem fosse colocada entre a Basílica de Santa Maria Maior e Basílica de São João de Latrão. É conhecido que a mulher entregou a imagem aos Frades Agostinhos e foi levada para Igreja de São Mateus, onde ficou por três séculos, ficando muita conhecida pelo nome de Nossa Senhora de São Mateus. A primeira veneração em publico ocorreu em 27 de março de 1499. Em 1798 Roma foi invadida por tropas francesas na guerra revolucionaria e inúmeras Igrejas foram demolidas incluindo a Igreja de São Mateus. Um frade Augustinho socorreu a imagem levando-a para a Igreja de São Eusébio e depois para Igreja de Santa Maria em Posterula. Em 1855 Padres Redentoristas compraram um terreno na Villa Caserta em Roma, para edificarem sua Sede-geral, sem saberem que a propriedade era uma vez a Igreja de São Mateus, o local que a Virgem Maria havia escolhido para o santuário de sua imagem. Construíram a Igreja de São Afonso e o Papa Pio IX solicitou aos Redentoristas para devolverem a imagem aos Agostinhos. Agradecidos os Agostinhos fizeram um perfeita replica e em sinal da boa fé presentearam os Redentorista. Em junho de 1867 o Papa Pio XI deu sua Benção Apostólica e o titulo da imagem “Mater de Perpetuo Succursu” – Mãe do Perpetuo Socorro. Hoje ela é venerada no mundo inteiro através de diferentes culturas e carrega variados títulos em diferentes línguas.
Cidade do Mexico, Guadalupe - Mexico
- Em 1531, Guadalupe, Mexixo: Imagem de Nossa Senhora impressa no tecido de um manto
(capa) do indio mexicano Juan Diego. De acordo com os registros
oficiais da Igreja a Virgem Maria apareceu a um indígena asteca chamado
Juan Diego, nativo de Cuauhtitlan, por quatro vezes e mais uma outra vez
para o seu tio Juan Bernardino. A primeira vez foi em 09 de dezembro de
1531 no morro de Tepeyac, por onde costumava transitar. Hoje o morro é
parte da região metropolitana da grande Cidade do México, que incorporou
a antiga aldeia de Guadalupe Hidalgo no morro Tepeyac. Durante esta
visão Ela falava na língua nativa (asteca) de Juan
e se identificou como a “Mãe do verdadeiro Deus”
- Virgem Maria, pedindo a ele que uma Igreja fosse construída naquele
local em sua honra. Então ele foi a procura do espanhol Frei Franciscano
Juan de Zumárraga, Bispo da Cidade do México (Ele foi o
primeiro Bispo), que era muito conhecido por proteger os índios,
mas ele não concordou com a ideia. Na segunda visão em 10 de dezembro,
Ela pede a Juan para continuar a insistir com o Bispo. E pela segunda
vez, Juan conversa com o Bispo que lhe diz para voltar ate o local no
morro de Tepeyac e pedir a “Senhora” por um
milagre como prova de sua identidade. Naquele mesmo instante retornou ao
morro e na terceira aparição relatou o pedido do Bispo. Ela concordou em
apresentar um milagre no dia seguinte, 11 de dezembro. No dia seguinte
(11), o tio de Juan ficou muito doente e ele se viu obrigado a
socorre-lo, não podendo cumprir com o compromisso e tarde da noite a
condição de seu tio ficou ainda pior. Já na manha seguinte (dia 12),
Juan desesperado segue para a aldeia de Tlatelolco a procura de um padre
para ouvir no leito de morte de seu tio, sua confissão. Muito
envergonhado por falhar com o compromisso com a "Senhora”,
seguiu um caminho diferente, indo ao redor do morro para não encontrar
com a Virgem Maria. Mas Juan foi surpreendido por uma quarta aparição,
onde ele explicou o que havia ocorrido e a Bem-aventurada Maria o
repreendeu suavemente por não ter recorrido a Ela, com a seguinte frase
que tornou muito famosa em Guadalupe e que foi escrita sob a entrada
principal da Basílica hoje construída em Guadalupe:
"No estoy yo aqui que soy tu madre?" - Não estou aqui, eu que sou tua mãe?
A Bem-aventurada Maria diz a Juan que o seu tio agora estava bem, que não se preocupasse e disse a Juan que fosse ate no alto do Morro de Tepeyac para colher rosas, que deveriam ser apresentadas ao Bispo. Juan sabia que não havia flores naquele local, pois era árido e em especial pela época do ano, dezembro muito frio. Mas, seguiu ate lá conforme o pedido. Chegando havia varias roseiras de damasco, retirou sua capa e começou a colher as rosas enquanto Nossa Senhora as arrumava sob seu manto (capa), que depois fechou com as bordas e a carregour regressando para ir ao encontro do Bispo Zumárraga como havia instruído a Bem-aventurada Maria. Estando perante o Bispo e seu assistente ele apresenta as flores enviadas, abrindo seu manto e dentro as rosas. Para surpresa do Bispo, o seu assistente tentou pegar algumas rosas, mas não pode faze-lo, pois as rosas que tocaram já eram como se fossem pitadas ou bordadas e revelando no tecido do manto a imagem da Virgem Maria impressa. No dia seguinte foi ao encontro do tio, totalmente recuperado, que lhe disse também ter visto a “Senhora” ao seu lado quando acamado (quinta aparição) e lhe pediu para informar ao Bispo desta aparição e sobre sua cura milagrosa. Pediu também que desejava ser conhecida pelo titulo de Nossa Senhora de Guadalupe. O Bispo maravilhado levou o “manto” consigo e o guardou na Capela onde residia e depois o expos ao publico na Igreja que atraiu inúmeros. Em 26 de dezembro de 1531, o Bispo providenciou as pressas a construção de uma pequena Capela e uma grande procissão foi feita para transladar a Imagem de Nossa Senhora para pequena capela em Guadalupe Hidalgo. Deste então incontáveis milagres ocorreram, tornando o Ícone de Nossa Senhora o símbolo religioso de maior importância do México. Estudos científicos revelaram que o manto é derivado de fibras naturais de agave, uma planta fibrosa muito usada para fabricar tecido e que não dura mais do que 15 a 20 anos. Entretanto, é registrado que o manto ficou exposto sem nenhuma proteção por mais de 115 anos, período em que ficou exposto ao ar, humidade, incenso, fumes e outros componentes que contribuem para a deterioração do tecido. Porem, o mesmo manto de hoje, com mais de 500 anos permanece saudável e intacto em sua estrutura. Juan Diego de Cuauhtitlan, foi beatificado em 1990 e canonizado em 2002, sob o nome de São Juan Diego pelo Papa João Paulo II, tornando o primeiro santo indígena das américas.
Ocotlán, Tlaxcala - Mexico
- Em 1541, Ocotlán, Mexico: Um jovem nativo Tlaxcalan chamado Juan Diego Bernardino iria retirar
agua de um rio que acreditava ter a propriedade de curar. Ele queria
levar agua para sua família, pois estavam doentes, na região estava
ocorrendo uma epidemia.
No caminho ele encontra com uma bela senhora que o pergunta: “Deus o abençoe, meu filho, aonde você vai?” e Juan explica que vai buscar agua medicinal para os doentes. Ela o responde: “Siga-me de perto. Eu lhe darei a você outra agua da qual você extinguira o contagio e curará não só sua família, mas todo aquele que dela beber. Pois meu coração esta sempre inclinado para o humilde e não vai sofrer para ver essas coisas sem remedia-los.”
Nossa Senhora o levou até uma nascente de agua ao pé de um pequeno pinheiro e ele pegou a agua levando até os doentes.
Depois conforme instruído por Nossa Senhora ele foi até o Monastério Franciscano para falar aos Frades o que havia ocorrido e que encontrariam perto da nascente de agua uma arvore de grande porte, onde achariam um “o verdadeiro retrato de sua perfeição e clemencia". Os Frades Franciscanos observaram a expressão no rosto de Juan enquanto contava a historia e acreditaram nele, possivelmente porque ele era um regular ajudante do altar.
Naquela mesma tarde, ao anoitecer, os Franciscanos retornaram ao local, localizaram o pinheiro e com um pequeno machado abriram a arvore e encontraram uma estatua da Bem-aventurada Maria.
Conforme pedido a levaram para a Igreja de São Lourenzo. Cinco Papas veneram a Nossa Senhora de Ocotlan: Papa Clemente XII em 1735, Bento XIV em 1746, Pio VI em1799, Pio X em 1906 e Pio XII em 1941.
Chiquinquirá - Colômbia
- Em 1555, Chiquinquirá - Colômbia: No ano 1555 o colonizador espanhol chamado Don Antônio, um cristão devoto, constrói em sua casa um oratório (Capela Domestica) e encomendou ao Monge Franciscano Andrews Jadraque, uma imagem de Nossa Senhora pintada. O pintor Alonzo de Narvaez faz a pintura, onde o Monge exige que ela tenha um Rosário, emblema oficial de sua Ordem. Como o tecido usado era grande sobraria espaço, foi decidido que seria posto Santo Antônio de Pádua ao lado direito e Santo André o Apostolo a esquerda. O pintor utilizou um tecido rustico fabricado por índios e usou pigmentos retirados do solo, sucos de ervas e flores campestres da região como tempera. Em 1562 a pintura foi transferida para uma Capela local, cujo teto havia sido feito de palha, com o tempo a tinta desapareceu sob a ação do sol, do ar e da chuva, ficando completamente danificada impossível reconhecer a imagem pintada. O estrago era tão significante que o Padre ordenou que fosse removida do altar por ser indigno para celebração da Santa Missa. Em 1577 a pintura danificada foi removida para cidade de Chiquinquirá e abandonada em uma sala que antes havia sido um oratório familiar (Don Antônio). Sete nos mais tarde Maria Ramos chega da Espanha e vai para cidade de Chiquinquira uma mulher piedosa de Sevilha. Entristece-se ao encontrar a antiga Capela usada pelos animais, limpou e reorganizou a modesta Capela e recolocou a pintura desbotada, com furos e arranhos. Maria Ramos desejava muito contemplar a pintura que uma vez era a figura de Nossa Senhora. Dia após dia rezava para que Nossa Senhora confortasse sua alma, sempre esperançosa que suas orações seriam ouvidas. A tradição conta em 26 de dezembro de 1586, as 9h00 da manha, a pintura que de Nossa Senhora foi subitamente iluminada pela aparição de Nossa Senhora, que instantaneamente restaurou a pintura. Maria Ramos ficou quase que em êxtase e logo o milagre atraiu inúmeras pessoas, o evento foi seguido por muitas curas milagrosas. As autoridades da Igreja ordenaram a investigação da Virgem de Chiquinquira e em 1630 a Irmandade Dominicana é autorizada pelo Arcebispo de Bogotá a construir uma Igreja e em 1801 é construída a atual Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Chiquinquira.
(Rappalo) - Itália
- Em 1557, Montallegro (Rappalo) - Itália: Em dois julho de 1557, Nossa Senhora aparece a um camponês chamado John Chichizola, um antigo fazendeiro da área de Genova, na montanha Montallegro e disse a ele: “Eu sou Maria, a Mãe de Deus”. Depois lhe mostrou uma pintura Dela que havia sido transportada por anjos da Grécia e que iria deixa-la na Montanha como promessa de seu amor e disse: “diga a todos que Eu quero ser homenageada neste lugar.” John tentou mover a pintura para carrega-la, mas não conseguiu mover a pequena pintura que estava encima de uma rocha e a deixou no local. Desceu da montanha ate o vilarejo de Rapallo e no caminho de volta, com os Padres e vários camponeses fieis o acompanharam ate o local para ver a pintura, que se encontraram sob uma rocha ao lado de uma nascente de agua que misteriosamente havia começado a jorrar do solo árido, local onde Nossa Senhora havia aparecido. Todos os camponeses tentaram levantar a pequena imagem, mas não conseguiram. Foi quando um dos padres pegou a Imagem e a levantou e a conduziu em procissão ate a principal Igreja no vilarejo de Rappalo, mas no dia seguinte ela desapareceu e a acharam novamente sob a rocha junto a nascente de agua. Este episodio aconteceu por três vezes consecutivas e consequentemente todos concordaram com as viagem sobrenatural do Ícone de Nossa Senhora, clara indicação que desejava ali permanecer. Em seis de agosto em 1558 o Arcebispo de Turim confirmou a autenticidade dos fatos e autorizou a construção de um Santuário que foi aberto para culto em julho de 1559. Em dezembro de 1574 uma navio grego vindo de Ragusa (Dubrovnik, atualmente Croácia), onde durante uma violenta tempestade o capitão Nicholas de Allegretis e seus marinheiros em oração prometem a Nossa Senhora que eles fariam uma peregrinação no Santuário mais próximo dedicado a Ela se Ela os salvassem, o navio quase naufragando aporta em Rappalo. Com o firme proposito em cumprir com o prometido, o capitão e seus marinheiros foram ate a Capela do Montallegro, agradecer a Nossa Senhora por os terem sido salvos do naufrágio e ficaram surpresos de ver a Imagem que eles veneravam em Ragusa, que havia desaparecido misteriosamente a mais de 17 anos atrás. Então, os gregos reclamam por sua propriedade indo a ate ao magistrado em Genova, que no final depois de muita negociação a imagem foi entregue aos gregos que foi levada até o porto e seguramente acomodada em um local seguro no navio para o transporte de volta a Grécia. Porem, durante a primeira noite navegando a imagem desaparece do navio e reaparece de volta na Capela de Rappalo em Monte Leto ou Montallegro. Com isto o capital e seus marinheiros, compreenderam a vontade de Nossa Senhora em permanecer naquele local e todos no momento em respeito a Nossa Senhora concordaram. A estatua milagrosa dada por Nossa Senhora a Rapallo em 1557, esta localizada em um pavilhão de prata e uma barra de madeira de 18 cm por 13 cm, que representa a Dormição, Morte e Assunção de Nossa Senhora ao céu, onde a Virgem Maria esta deitada sob uma tumba, cercada por vários santos, dois anjos e a representação da Santíssima Trindade. Os registros revelam que a intervenção de nossa senhora provocou a libertação das pragas em 1579, 1590 e 1630. Nestas e outras ocasiões, as pessoas viram e reconheceram nossa senhora e agradeceram por meio de placas votivas, das quais centenas ainda estão penduradas nas paredes das galerias construídas na basílica.
Vilnius - Lithuania
- Em 1630, Vilnius - Lituania: Uma pintura da Virgem Maria Imaculada Conceição feita por volta do meado
do século 17, entorno de 1630. Hoje conhecida como Nossa Senhora do
Portão da Aurora.
A tradição conta que o governo local da cidade de Vilnius encomendou duas pinturas: uma de Nosso Senhor Jesus o Salvador e a outra da Virgem Maria Imaculada Conceição, para ser colocada no portão do edifício chamado “Portão da Aurora” que dava entrada a cidade, pois acreditava-se no costume de por estatuas e imagens de santos para proteção.
Nesta época as Irmãs Carmelitas Descalças construíram uma igreja, chamada Igreja de Santa Tereza e um mosteiro perto do Portão da Aurora.
Durante uma batalha na região a cidade de Vilnius foi capturada, saqueada e depopulada.Pós guerra o governo sem fundos, transferiu a manutenção do Portão da Aurora e as pinturas ao Convento das Carmelitas. Em 1702 a lenda diz que durante a Grande Guerra do Norte os Suíços capturaram Vilnius e Nossa Senhora do Portão da Aurora veio socorre-los.
A lenda diz que ao amanhecer as pesadas portas de ferro da entrada da cidade, caíram e esmagou quatro soldados suíços e depois o exercito lituano com sucesso contra atacou perto do portão.
Durante o passar do tempo sua popularidade foi aumentando e passando a ser importante parte da vida religiosa de Vilnius, inspirando todo o povo da Lituânia, Polônia e as comunidades vizinhas, e durante a diáspora polonesa espalhou pelo mundo.
Pieve di Rosa - Rosa, Itália
- Em 1655, Povoado de Rosa, Itália: Em dois de fevereiro de 1655, Maria Giacomuzzi de oito anos de idade, estava rezando em frente ao fresco de Nossa Senhora na parede da casa de seu avô Giovanni Giacomuzzi (Zuane) em “Villa di Rosa”, enquanto sua família tinha ido para Igreja. A imagem é um rudimentar fresco que foi assentado na parede da varanda da casa, vindo de outra casa que havia sido vendida e o novo proprietário tinha destruído, mas milagrosamente o fresco permaneceu intacto e Giovanni trouxe o fresco para um novo lar. A pequena Maria sofria de epilepsia, com ataques frequentes. Enquanto rezava entrou em êxtase e quando retornou a si estava completamente curada e contou a sua família que havia visto uma bonita Dama vestido em branco que sorriu e me convidou para se aproximar e Ela me dize: "Não estou bem neste lugar, onde vocês blasfemam contra o Meu Filho, para seu pai que me converte e que me leve para dentro de uma igreja em uma via pública, e também adverte outros na vila para se absterem do pecado da blasfêmia. Por causa desta enorme ociosidade, suas campanhas foram devastadas por aplausos nos últimos anos e estão sobre os seus chefes ainda mais terríveis: obedeçam minhas palavras e de hoje em dia vocês não estarão mais exposto aos insultos do mal que os tem molestado ate agora”. Seu pai Giacomo ficou impressionado com a historia de sua filha e imediatamente reportou o fato ao administrador local de Villa di Rosa e Pieve di Rosa, mas ambos não acreditaram na historia. Foi ate a Igreja de San Vito al Tagliamento e finalmente foi ouvido cuidadosamente pelo Padre Vital Vitali que havia ido para lá ouvir confissões antes da Pascoa. Convencido da historia obtém autorização de Pieve di Rosa e do Capitão em San Vito para transportar o fresco para a cidade de San Vito al Tagliamento A Família Giacomuzzi aceita o pedido de transferência da milagrosa imagem para São Vito e põe a disposição seu próprio transporte de bois, que ficou marcado para o segundo domingo da Pascoa do mesmo ano (31 de março de 1665). Durante o transporte, passando a porta da Igreja de San Nicola, os bois pararam e recusaram a continuar mesmo sob intenso chicoteados. O que entenderam como sendo uma indicação de que Nossa Senhora queria sua imagem guardada ali naquela Igreja. Imediatamente o culto e devoção se espalharam, com muitos milagres repetidos. Durante os séculos a Igreja foi ampliada varias vezes, se tornando um importante Santuário Mariano dedicado a Nossa Senhora de Rose. Durante a segunda guerra mundial, um extenso bombardeiro destruiu completamente o Santuário, mas o fresco foi encontrado milagrosamente intacto. Um novo Santuário foi construído com as contribuições dos generosos fieis e ajuda dos dedicados Frades Franciscanos. Pieve di Rosa e Villa di Rosa era uns dos antigos assentamentos romanos (povoados) do lado esquerdo do Rio Tagliamento, na municipalidade Camino al Tagliamento, mas devido a inúmeras grandes enchentes do rio foram destruídos por varias vezes e reconstruídos. Vila di Rosa foi transferido para o lado esquerdo do Rio Tagliamento, na municipalidade de San Vito al Tagliamento, após uma grande enchente, hoje chamada apenas de “Rosa”. Pieve di Rosa permaneceu no local original sob jurisdição da Igreja de Santa Maria de Pieve di Rosa e após a ultima grande enchente encontra-se apenas as ruinas da antiga Igreja de Santa Maria.
Radna - Arad, Romenia
- Em 1695, Radna, Arad, Hungria, atual Romenia: Em 1325 Rei Carol Robert, Rei da Hungria, construiu um Monastério e uma Igreja e os dedicou ao seu tio, São Luiz de Toulouse. Em 1520 a viúva do Rei constrói a primeira Capela na Montanha de Radna. A Hungria enfrenta guerra com os Otomanos (mulçumanos turcos) e a maior parte da Hungria é conquistada, ficando sob controle mulçumano. Com isto as praticas religiosas de outras religiões, que não fosse à mulçumana, deveria ter autorização Turca. O Padre Franciscano, Andrija Stipancic, depois de exaustivas tentativas consegue ser recebido pelo Sultão e recebe um decreto permitindo suas praticas religiosas e a renovação de sua Capela, tudo após uma generosa propina e uma exaustiva caminhada a pé ate Constantinopla de ida e volta. Em 1668 os Padres da Capela Franciscana recebe o Ícone de Nossa Senhora da oficina do tipografo italiano Remondini, onde Nossa Senhora é representada com o seu Escapular. Em 1695 soldados turcos invadem e incendiam a Capela Franciscana, transformando em um mar de chamas. De acordo com a Tradição o casco de um cavalo o qual era cavalgado por um soldado, afundou em uma rocha que ele não pode prosseguir. Apesar de todo o ocorrido, os crentes religiosos acharam no meio dos escombros e cinzas, o papel que estava impresso a Imagem de Misericórdia de Nossa Senhora intacta, sem nenhum estrago. Em 1709, a epidemia mais devastadora na historia humana “Peste Negra” assolou a região, mas os habitantes de Arad organizaram peregrinações para “Maria Radna”, como sinal de gratidão pelo termino e salvação da terrível praga. Em 1723 uma nova e maior Igreja foi construída, deste então são milhares de peregrinos que anualmente visitam a Basílica de Maria Radna. A Basílica foi consagrada a Bem-aventurada Maria, mas é comumente chamada de Maria Radna.
Aparecida, São Paulo - Brasil
- Em 1717, Aparecida, Brasil: Estatueta de Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Dom Pedro de Almeida estava indo de Minas Gerais para São Paulo e iria passar pela cidade de Guaratinguetá, a beira do Rio Paraíba. O povo daquela cidade tomou conhecimento e decidiu fazer uma grande festa em sua homenagem, onde uma grande quantidade de peixe iria ser necessário. Entre os pescadores, três que eram muito devotos de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, Domingos Garcia, Jacó Alves e Felipe Pedroso, antes de sair para pescaria oraram pedindo a Deus que os ajudasse nesta difícil tarefa. Felipe ajoelhou e pediu junto com os companheiros “Mãe de Deus e nossa Mãe, nos precisamos achar peixe!”. Depois de varias horas de pescaria, sem nenhum peixe e já deprimidos. Jacó joga sua rede perto do Porto de Itaguaçu, quando recolhe a rede ao invés de peixe, recolhe um corpo de uma estatueta. Jogaram novamente a rede e trouxeram a cabeça da estatueta. Limparam a estatua e descobriram que era de Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Enrolaram a estatua em um pano e voltaram para pescar durante toda a noite, sem sucesso. Então Felipe fez aos companheiros a seguinte proposta: “Vamos continuar pescando com muita fé na Virgem Aparecida”. A partir deste momento suas redes ficaram cheias de peixe. Este foi o primeiro milagre de Nossa Senhora de Aparecida. Felipe e seu companheiro João Alves, levaram a estatua para casa e começaram a venerar a Nossa Senhora em família e vizinhos. Mudou-se em 1732, para Porto do Itaguaçu e construíram o primeiro Santuário. Com o os viajantes sua fama espalhou e os peregrinos começaram a chegar. A Igreja foi aberta em 1745, quando foi trazida a estatua do antigo local e assim surgiu o vilarejo de Aparecida, do distrito de Guaratinguetá. Em 1903 o Papa Leão XIII faz citação da devoção a imagem da Virgem Maria chamada de “Nossa Senhora da Conceição Aparecida” e em 8 de dezembro 1904 o Papa Pio X declara pela Bula Papal a Coroação da imagem da Bem-aventurada Maria. Em 21 de maio 1930 o mesmo titulo da a Bem-aventurada Maria é confirmado, bem como Ela é declarada a Padroeira do Brasil. Em 12 de agosto de 1967 o Papa Paulo VI concede a primeira Rosa de Ouro a imagem. Em 4 julho de 1980, Papa Joao Paulo II eleva e consagra formalmente o Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, como Basílica de Nossa Senhora de Aparecida, o maior templo religioso do Brasil e a maior Basílica Católica do mundo
Milão - Itália
- Em 1884, Milão - Itália: A devoção a “Maria Bambina” ou “Maria Criança” é uma devoção mariana não muito conhecida, onde uma novena é realizada em preparação a Natividade de Nossa Senhora em honra a Mãe de Deus. A Santa Igreja comemora o aniversario de Nossa Senhora em oito de setembro de cada ano, mas nunca paramos ou damos a atenção especial à Criança Santíssima Maria. Uma imagem da Santíssima Maria Criança foi modelada em 1735 por Isabela Chiara Formari, Irmã das Clarissas em Todi (Santa Clara de Assis), Perugia. Contudo a devoção a Divina Infância de Nossa Senhora, pré-data este acontecimento, onde podemos ler na Catedral de Milão na porta de entrada a inscrição: “Sactae Mariae Nascenti”, que significa Nascimento de Santa Maria. O Bispo Alberico Simonetta quando retornou a sua cidade natal – Milão, trouxe consigo a imagem de cera conhecida por “Maria Bambina” no ano de 1738. Em 1739 foi confiada aos cuidados das Irmãs Capuchinhas. Em 1842 a imagem de Maria Bambina foi doada ao Santuário das Irmãs da Caridade de Lovere, anexo as Irmãs Franciscanas. Passando a Imagem ser exposta para veneração somente no dia 08 de setembro, Festa da Natividade. Em 1856, as irmãs foram convidadas para administrar o Hospital de Ciceri em Milão e em 1876 a imagem de “Maria Bambina” foi levada para “Casa Mãe” na Via Santa Sofia nº 13 em Milão, onde permanece atualmente. Aconteceu durante a veneração de 08 de setembro de 1884, dia em que os devotos de Maria Bambina esperam o recebimento do premio de sua devoção. Devido à paralisia nos braços e pés, a irmã Josefine Woinovich estava acamada e com dores insuportáveis, implorou a Madre Geral que permitisse que a imagem de Maria Bambina pudesse pernoitar perto dela. Na manha seguinte a Madre comovida, leva a imagem de cera muito velha e desbotada, ja com uma cor já acinzentada, para as irmãs doentes na enfermaria para que pudessem venera-la e beija-la. Na enfermaria também estava uma noviça chamada Giulia Macário, muito boa e muito doente, já incapaz de se locomover. Com muita fé tomou a imagem amorosamente em seus braços e com palavras ternas implorou pela graça de sua recuperação. Imediatamente e milagrosamente ela foi curada e ao mesmo tempo a imagem antiga de cor cinza, ficou com tons de pele quente e brilhante, como se pode observar nos dias de hoje. Muitas graças e milagres já ocorreu pela devoção a “Maria Bambina”, entre elas a própria recuperação da Irmã Josefine e hoje as freiras franciscanas são conhecidas como Irmãs de Maria Bambina. A devoção a “Maria Bambina” e muito conhecida em toda Itália.
Siracusa - Itália
- Em 1953, Sicilia, Siracusa - ItáliaAntônia Giusto e Ângelo Iannuso se casam e foram morar temporariamente
com sua mãe e irmão em Siracusa. Eles eram pobres e ganharam de presente
de casamento uma imagem de Nossa Senhora do Imaculado Coração, feita a
gesso em alto relevo para ser usada como um quadro de parede, que foi
dependurado acima da cabeceira da cama do casal. Esta imagem em alto
relevo destaca a figura de Nossa Senhora, que foi massivamente produzido
em um estúdio em Toscana pelo escultor Amilcare Santini e distribuída
para venda em varias partes da Itália e do mundo. Após o casamento
Antônia vem a descobrir que estava gravida e que sua gravidez veio
acompanhada de um problema de intoxicação no sangue, chamado Toxemia,
que a causa convulsões e às vezes cegueira temporária. Os médicos
disseram que devido ao problema e sua gravidez, seria melhor que ela
permanecesse acamada. Então, Antônia achou refugio nas orações, o qual
seu marido zombava dela. Em 29 de agosto de 1953, por volta das três da
manha ela começou a ter muitas contrações doloridas que duravam mais que
o tempo normal e seus familiares queriam chamar o marido e o medico, mas
rapidamente ela se acalmou. Depois ela teve uma convulsão que a deixou
cega. Por volta das 8h30 da manha Antônia recuperou sua visão e com suas
próprias palavras disse:
“Eu abri meu olhos e olhei para a Nossa Senhora acima de minha cabeceira. Para minha imensa surpresa Eu vi a imagem chorando. E chamei minha cunhada Grazie e minha tia Antônia Sgarlata, que vieram para o meu lado. Mostrei a elas as lagrimas, mas elas pensaram que eu estava alucinando por causa de minha doença, quando insisti, elas foram para perto do quadro e notaram que a imagem esta chorando e puderam ver melhor que aquelas lagrimas estavam realmente vindo dos olhos de Nossa Senhora e que elas escoriam pela sua face ate a pingar na cabeceira da cama. Assustadas pelo evento levaram o quadro da imagem para fora e chamaram os vizinhos para confirmarem o fenômeno. Um de seus vizinhos o Senhor Mario Messina, muito respeitado na vizinhança, veio e observou cuidadosamente a Imagem, retirou-a da parede e olhou a parte de traz e ficou satisfeito que não existia nenhum orifício e reservatório escondido. Depois secou bem a Imagem e notou que duas lagrimas imediatamente começaram a reaparecer. O fenômeno rapidamente se espalhou e uma multidão de todos as partes vieram para ver. Para evitar a invasão de sua casa o Inspetor de Segurança da cidade (policia), com a permissão do casal, dependuraram a imagem do lado de fora da casa para satisfazer a curiosidade do povo. Mas, depois viram que o problema estava aumentando, pois cada vez mais crescia o numero de pessoas e decidiram retirar a Imagem para reduzir a confusão. Depois que a Imagem foi retirada pela policia e levada com eles, a Imagem parou de chorar e depois durante os 40 minutos de seu transporte de regresso ate a casa de Antônia e somente apos estar na casa de Antônia a Imagem voltou a chorar. No dia seguinte, 30 de agosto as 2h00 da manha, a imagem de Nossa Senhora das Lagrimas, que passou assim ser chamada, foi novamente pendurada para a multidão dos curiosos ainda durante a noite, onde muitos colheram lagrimas em pequenos pedaços de tecido ou algodão, período em que muitos dos desconfiados e incrédulos ficaram convencidos e muito dos doentes milagrosamente foram curados. Na segunda, 31 de agosto, para evitar que a imagem caísse ou fosse danificada, improvisaram um pequeno altar na casa da Família Lucca do outro lado da rua e a transladaram rezando o Rosário. Já sob o conhecimento dos fatos pelas autoridades da Igreja, foi formada uma Comissão de Investigação, dos quais quatro Padres tinham formação cientifica e três seriam testemunhas respeitáveis da investigação. Em 1º setembro, iniciou a investigação, onde detalhados estudos e exame da imagem foram realizados no local enquanto a Imagem de Nossa Senhora chorava e colheram amostras da lagrima para analise em laboratório. Durante a investigação a imagem chorou por 51 minutos e parou as 11h40 da manha e nunca mais chorou. Em nove de setembro os resultados de laboratório confirmaram que o liquido colhido tem as mesmas propriedades da lagrima humana e os documentos dos testes assinados pelos médicos responsáveis da analise. Em 17 de outubro de 1954, o Papa Pio XII em transmissão de Radio diz: “reconhecemos a declaração unânime da Conferência Episcopal realizada na Sicília (Siracusa) sobre a realidade do evento. Será que os homens entenderão a linguagem misteriosa dessas lágrimas?”