Descendência
A descendência de Jesus esta relatada nos Evangelhos de São Mateus e São Lucas. Estudos relevam que a genealogia narrada em São Lucas é a linhagem da Bem-aventurada Maria, enquanto em São Mateus narra à linhagem de São José, o que explica a diferença apresentada entre as duas em certas gerações. Primeiramente, devemos compreender que a linhagem, ascendência e descendência para o povo Judeu era e é muito importante, motivo pelo qual todas as importantes famílias mantinham e mantem seus próprios registros genealógicos detalhados e comprovados pelos arquivos públicos oficiais. Assim, manter a linhagem real da Casa de Davi no período em questão era um fator critico e a herança genealógica deveria ser transmitida ao descendente de uma pessoa. Como é fato conhecido da historia, durante o período Herodiano, aquele rei perseguiu e exterminou vários descendentes e ascendentes da Casa de Davi e obviamente conhecedor das leis e tradições, providenciava a destruição de importantes documentos.
A Lei judaica quando a ascendência, linhagem e herança é bem evoluída e complexa, aonde a característica mais importante vem do Torá ou Torah livro das Leis, que foi divinamente dada aos judeus, motivo pelo qual os judeus não precisam de um corpo legislativo para criar leis, apenas estudiosos para interpretar e julgar quem pode aplicar as leis já existentes dentro das escrituras. O Torá autoriza os sacerdotes a fazer juízos sobre a lei ( Deuteronômio 17:9-11 ) e suas leis rabínicas e as interpretações formais, estudos e debates fazem parte do Talmude, que é uma coletânea de livros sagrados dos judeus, um registro das discussões rabínicas que pertencem à lei, ética, costumes e história do judaísmo. Dentro do judaísmo existe uma atenção muito especial às promessas e profecias messiânicas, onde muitas estão ligadas a específicos requisitos tribal e linhagem, onde os sacerdotes eram obrigados a debater e desafiar qualquer reivindicação messiânica, não permitindo as fabricações humanas ou corrupção para acabar com uma linhagem real que poderia produzir um Messias. Em outras palavras, os sacerdotes judeus interpretariam a lei de maneira necessária para assegurar alguma linhagem messiânica.
Contudo, atualmente surge devido ao fácil acesso dos recursos literários e da Web, uma longa e vigorosa disputa entre judeus e cristãos quanto à legitimidade da linhagem messiânica de Jesus. Onde inúmeros autores ( Inúmeras fontes leigas ) sem fundamento cientifico apropriado e sem imparcialidade, trazendo apenas o propósito de agravar e causar escândalos, repetindo a posição e os argumentos infundados de outros leigos ou sem analisar completamente ou mesmo sem compreender. Já os Estudiosos e Teólogos utilizam da hermenêutica fazendo um estudo cientifico aprimorado e imparcial, onde é considerado varias condições, algumas em especial, como: a maneira como o povo e sacerdotes judeus pensavam naquela período; suas tradições e comportamento social. Este estudo revela o Midrash , que é o pensamento rabino pelo qual as ideias religiosas, debates e interpretações da lei são aplicadas, baseando em prévio exemplo ou analogia da situação, sendo estes “ pensamentos rabínicos ” registrados em livros e sua coleção é chamada - Talmude. O “ midrash ” pode ser verificado em varias passagens no Novo Testamento, como em São Mateus 2:15 onde é citado - Oseias 11:1 . Portanto, os estudos adequados começam revendo a Linhagem Real Judaica e seus eventos registrados em declarações feitas no Talmude. Cabe também destacar, que a pratica judaica quando se trata da genealogia, ela é contraria a nomear as mulheres na genealogia. O Talmude afirma: " A família de uma mãe não deve ser chamada de família ". Portanto, a questão de como se poderia ter uma linhagem de uma mulher ou traçar uma linhagem que passa seu direito titular de herança através da mulher? A resposta mais segura a circunstancia é o nome de seu marido, fato que pode ser verificado em Esdras 2:61-62 e Neemias 7:63-64 . A lei judaica era flexível e rígida, julgando pela necessidade e pela circunstância em conjunto com o precedente, que torna difícil em generalizar por exemplos. Finalizando, os Teólogos e estudiosos confirmam que a genealogia apresentada no Novo Testamento são de São Jose e a Bem-aventurada Maria e por isso existe diferenças entre uma e a outra.
Menino Jesus
São José nasceu em 29 bC, Príncipe herdeiro de Israel, filho de Jacó de Mattan-Ha-David e também Príncipe do Egito. O Grande Sinédrio de 37 bC estabeleceu e deixou evidente a linhagem de São Jose como Príncipe de Israel da Casa de Davi, mas devido aos massacres promovidos pelo Rei Herodes contra a linhagem real de Davi e o terror espalhado por Herodes, ninguém queria ter parentesco com a Casa de Davi, principalmente devido os soldados mercenários de Herodes estarem à procura para mata-los. Assim, São Jose desliga-se de seu meio social e procura uma vida nova ao esquecimento de sua linhagem real. Uma vida simples, pobre e sustentada pelo seu conhecimento de carpintaria.
A Bem-aventurada Maria, descendente da linhagem real de Davi, tinha por pai o 59º Sumo Sacerdote de Israel - Jesus III da Casa de Zadok. Jesus III tinha três filhas: Joanna, Isabel e Ana, que segundo o Grande Sinédrio de 37 BC, também confirmou que suas filhas seriam elegíveis para terem filhos para o trono de Davi. Santa Ana vem a ter como marido o Príncipe de Judá e Príncipe Herdeiro de David - São Joaquim, também era chamado de Alexandre III Hélios ou Heli , devido ao seu pai Rei Esmoneu Alexandre de Macabeus II. A Bem-aventurada Maria nasceu provavelmente entre o ano 20 – 19 bC e depois cumprindo a promessa de seus pais, foi levada e entregue ao Templo de Deus, para fazer parte das Virgens do Templo. Pouco tempo depois seu pai foi executado por Herodes e pouco apos a morte de São Joaquim, Santa Ana morre aparentemente de morte natural. A Bem-aventurada Maria, conforme relata a Tradição vem a ser uma órfã sob a custodia dos sacerdotes do Templo de Deus.