Santa Tunica
Manto Sagrado ou Manto Honroso ou Quiton do Senhor
Obra de Emmanuel Tzanes, 1679, Creta - Grécia
A Santa Túnica, Manto Sagrado, Manto Honroso e Quiton do Senhor, refere-se à túnica que se acredita ter sido usada por Nosso Senhor Jesus pouco antes de sua crucificação. Conforme o evangelho de São João, os soldados que crucificaram Nosso Senhor Jesus não dividiram a sua túnica após sua crucificação, mas jogaram a sorte para determinar com quem ficaria, pois era tecida em uma única peça sem costura.
No grego do Novo Testamento, existe uma distinção entre himatia (literalmente “sobrevestes”) e a Túnica sem costura, que é chiton (literalmente “túnica” ou “casaco”). Então, quando os soldados tomaram suas vestes (himatia) e as dividiram em quatro partes. A túnica (Chiton) não iria rasga-la em partes, mas jogar a sorte para quem a ganharia.
São João 19, 23-24“Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado”. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura. Disseram, pois, uns aos outros: “Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será”. Assim se cumpria a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica (Sl 21,19). “Isso fez os soldados.”
A tradição diz que Santa Helena, viajou para Terra Santa em busca das relíquias de Nosso Senhor Jesus, encontrando a Vera Cruz e outros artefatos muito valiosos.
A Túnica Sagrada é uma das principais relíquias de Nosso Senhor e tradições e lendas levam seu destino a diferentes locais. As duas principais tradições levam para a cidade de Trier, Alemanha – Catedral São Pedro e a outra para Argenteuil, França – Basílica de São Denis:
Catedral de São Pedro, Tréveris - Alemanha
Basílica de São Denis, Argenteuil - França
A Igreja Católica não pronunciou sobre a autenticidade de nenhuma delas, embora admita sua veneração, desde que sejam consideradas representações que ajudem a viver a fé com devoção. As Igrejas de Trier e Argenteuil, reconhecem a autenticidade da vestimenta uma da outra e sugerem que uma seja a roupa íntima (Chiton) usada por Jesus durante a caminhada até o Calvário e a outra, seu manto exterior (himatia).