Véu de Verônica
Relicário do Santuário do Volto Santo, Manoppello - Italia
Segunda a tradição, enquanto Nosso Senhor Jesus estava a caminho do Calvário, uma mulher chamada Veronica, abriu caminho entre os soldados e enxugou o sangue e o suor do rosto de Nosso Senhor Jesus. Não há menção desta passagem nos evangelhos, bem como não mencionado o nome da mulher Veronica. Porem, esta historia foi contada pela tradição por muito tempo, que uma mulher piedosa e muito comovida pelo sofrimento de Nosso Senhor Jesus, lhe ofereceu um pano para enxugar o rosto do suor e sangue. Que pegou enxugou Sua face e a devolveu o pano, continuando enfrente na caminhada. Depois a mulher descobriu que uma imagem do rosto Dele havia permanecido estampada no pano milagrosamente.
A tradição sobre a Santa Veronica vem originalmente da Historia Eclesiástica escrita entre 312 e 324 d.C. por Eusébio, que narra que na cidade de Cessaria de Felipe vivia uma mulher que Cristo curou de uma hemorragia. Já nos Atos Apócrifos de Pilatos essa mulher é identificada com o nome de Berenice, que vem para o latim como Veronica. A tradição posteriormente afirma que Nosso Senhor Jesus deu a Veronica o pano milagroso e este teria sido usado para curar o Imperador Tibério de sua lepra e este pano passou a ser chamado: Véu de Veronica.
O Véu de Veronica costuma ser confundido com o Sudário, no entanto são dois panos completamente distintos. O véu de Veronica é o pano que tocou o rosto de Nosso Senhor Jesus enquanto Ele ainda estava vivo a caminho do Calvário. E o Sudário foi o pano que envolveu cabeça de Nosso Senhor Jesus após sua morte no sepultamento.
É narrado que o Véu de Veronica foi levado de Jerusalém para Éfeso pelo apostolo São João e depois para Camulia, perto de Éfeso. O historiador Cedronos narra que foi transferido para Constantinopla por ordem do Imperador Justiniano II entorno do ano 574 d.C. e eram chamados de Acheiropoieta . Durante o século VII é enviada para Roma, mas desapareceu a caminho. Depois ressurge em Roma com Papa João VII em 708 d.C., onde permaneceu por séculos. Durante a reconstrução da Basílica de São Pedro entre 1506 e 1626 vem a ser roubada do Vaticano.
Seda rara e semitransparente
Sobreposição digital
Estudos recentes e confiáveis entre os anos de 2018 a 2020, realizados com o Veu de Manopello, apontam ser o tecido de uma rara seda chamada Byssus . Um tecido semitransparente, que permite que a imagem possa ser vista de ambos os lados (frente e verso). Tal tecido, devido suas características, o torna impossível de ser pintado mesmo nos dias atuais. Bem como de ter sido criada usando os métodos de pintura da antiguidade. Também, o tecido não foi fabricado usando fios coloridos. Durante as pesquisas ao usar ultravioleta descobriu manchas de uma substancia não identificada e que definitivamente não era tinta. Consequentemente, os resultados alcançados pelos cientistas demonstraram que a face do Sudário de Turim e a face do Véu de Manoppello, restauradas digitalmente, se sobrepõem muito bem. Sendo possível concluir que as duas imagens estão relacionadas.
Devido as novas evidencias apresentadas, acredita-se na possibilidade que esta talvez seja a relíquia roubada da Basílica Vaticano em 1608.