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Cronologia da Vida:

Infância

O Novo Testamento registra apenas três eventos principais sobre a infância de Nosso Senhor Jesus e sem muitos detalhes, como: nascimento, adoração e circuncisão.

Templo
Jesus no Templo com os Doutores da Lei
Obra do pintor italiano Duccio Buoninsegna, 1308
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Devido à raridade de informações sobre sua infância nos Evangelhos da Bíblia, os cristãos procurando por mais detalhes, depararam com alguns manuscritos, lendas e fabulas contada sobre a infância de Nosso Senhor Jesus. Alguns manuscritos trazem consigo o nome de Apóstolo ou Evangelista como autor, mas estudos de grandes teólogos e filósofos Doutores da Igreja comprovaram não serem eles os escritores, são textos com falsa autoria. Estes registros ( manuscritos ) são considerados como Pseudoepígrafo, ou seja, nos estudos bíblicos são textos antigos, aos quais é atribuída falsa autoria, também chamados de apócrifos por terem autoria falsa ou duvidosa, bem como não serem obras inspiradas pelo Espirito Santo. Surgiram durante os primeiros séculos inúmeros evangelhos, epistolas, testamentos e outros manuscritos pseudoepígrafos, por isso são apócrifos. O Evangelho da Infância de Tomé que fala sobre a infância de Nosso Senhor Jesus, um dos muitos existentes com o mesmo titulo, porem o mais antigo é oriundo da Síria no Século II, que foram estudados pelo Teólogo e Santo Hipólito de Roma e pelo Teólogo, Filosofo e Sacerdote Grego Orígenes de Alexandria e dados como falsos, ou seja pseudoepígrafos - apócrifos. Os vários conhecidos evangelhos da infância, nenhum deles foi aceito no Cânon Bíblico, apesar da grande popularidade naquele período. Os evangelhos apócrifos da infância, de Tiago e Tomé, são considerados os mais antigos apócrifos conhecidos e estes serviram de base para os posteriores manuscritos apócrifa, como o conhecido Protoevangelho de Mateus, Pseudo-evangelho de Mateus, Evangelho da Infância de Mateus ou Nascimento de Maria e Infância do Salvador. Os primeiros lideres da Igreja consideraram como herético e o Papa Gelásio I no século V incluiu o Evangelho de Tome em sua lista de livros heréticos. O texto deste Pseudo-evangelho descreve a vida Nosso Senhor Jesus ainda quando criança, narrando acontecimentos sobrenaturais fictícios e às vezes malévolos, como por exemplo, narra a morte de crianças pelo Menino Jesus. Os escritores judeus e gentis ( pagãos ) não fornecem informação substancial sobre o Nosso Senhor Jesus e quando o fizeram mostraram o descaso, desprezo e ódio. Acontecimentos que são considerações interessantes quanto ao verdadeiro motivo da origem destas narrativas falsas, cujo teor traz apenas a calunia e blasfêmia contra a natureza divina de Nosso Senhor Jesus.

As Igrejas Ortodoxa Cópticas e Igrejas Católicas do Oriente , através de alguns documentos e pela tradição menciona acontecimentos diversos sobre a infância de Nosso Senhor Jesus, quando da fuga de Belém em direção ao Egito, segue alguns deste:

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Retorno da fuga para Egito
Obra do pintor italiano Giovanni Romanelli, 1635
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A tradição da Sagrada Família no Egito é muito significativa, pois o Menino Jesus espalhou a chama viva do Cristianismo rapidamente por todo lugar no Egito, mais rápida que em qualquer outra região, tornando os egípcios em cristãos num período muito curto de tempo.

A Tradição mulçumana também menciona sobre Nosso Senhor Jesus quando ainda criança, onde eventos milagrosos fazem parte do Alcorão – Surata 5:110, onde o Menino Jesus faz pássaros de argila e os da vida para voar, cura os cegos e leprosos e ressuscita os mortos.

Portanto, vemos que existe incontáveis registros no contexto cristão que não são inspirados ( apócrifos ), narrando sobre a infância de Nosso Senhor fazendo milagres extraordinários, passagens fabulosas e etc. Porem não são passiveis de credibilidade uma vez que vão contra os textos inspirados do Canon Bíblico, que diz que o primeiro milagre de Nosso Senhor Jesus foi realizado no banquete do casamento de Caná, quando ele transformou agua em vinho ( São João 2:1-11 ). A Bíblia contém os principiais eventos que Ele desejou que conhecêssemos sobre sua vida, não sentindo a necessidade de que conhecêssemos sobre sua infância, por isso obviamente não mencionado nas Sagradas Escrituras.